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Palestra A Historia de Umbanda – Alexandre Cumino

Um vídeo muito interessante e instrutivo sobre a historia de umbanda, ditado por Alexandre Cumino , em um templo Umbandista Mata Verde , segue o vídeo .

Manual Básico para Entender a Umbanda e a Casa de Oxóssi

Seja Bem Vindo a Casa Espírita de Oxássi

Manual Básico para conhecer a Casa de Oxóssi, a Umbanda,os Orixás e Entidades.

Seja Bem Vindo a Casa Espírita de Oxóssi!
E antes de mais nada , fique à-vontade,, não tenha medo de compartilhar com os guias espirituais seus “problemas” e necessidades, saiba que nós médiuns estamos aqui para poder lhes dar a força necessária para superar suas dificuldades !
O respeito é essencial durante os trabalho e com as entidades que o atendera, e mesmo que ainda não conheça a religião e suas praticas, lendo esse manual você terá uma leve noção da Umbanda.
A Casa de Oxóssi é mantida pelos próprios médiuns da casa, ou seja somos mantenedores e arcamos com todas as despesas desta casa com aluguel,agua,luz,impostos e mensalidade da federação, caso queira ser voluntario e nos ajudar, aceitamos doações de velas , produtos de limpeza e descartáveis, faça doações caso possa e deseje,fique à-vontade.
Nosso Atendimento Espiritual é Totalmente Gratuito, trabalhamos em pró da evolução espiritual e pessoal por amor e compaixão por essa linda religião que é a Umbanda e daqueles que buscam nela a ajuda necessária !

Algumas coisas importantes antes do estudo do manual:
A Umbanda é uma religião Monoteísta, ou seja acreditamos em um único Deus! Que é o mesmo de todas as outras religiões, e também em Jesus Cristo como o seu filho,; E os Orixás tão falados na Umbanda são linhas de forças de Deus que emanam dele o tempo todo, porem são oniscientes e onipresentes em todo o Universo.
Acreditamos em reencarnação e no mundo multidimensionais dos espíritos e na comunicação com eles, na troca mutua de ajuda e conhecimentos .

Um pouco sobre a Casa de Oxóssi : A Casa espírita de Oxóssi foi fundada em 20 de janeiro de 2008 , dia de Oxóssi, dai surge o nome da casa, que além da grande afinidade que o Diretor espiritual do terreiro tem com o Orixá Oxossi, também teve sua fundação na data comemorativa do Orixá.
A casa foi fundada por Cezar e Elaine e juntamente com o restante do corpo mediúnico a casa tem como finalidade a ajuda espiritual as pessoas e espiritos que precisarem de auxilio e socorro espiritual, dentro dos campos de saúde,fé,amor,emprego,vícios,perturbações etc.
A casa de Oxossi não visa nenhum tipo de lucro, por isso todos os atendimentos realizados são totalmente gratuitos, o trabalho da casa é realizado dentro das vibrações da Umbanda e seus guias e Orixás.
Além do trabalho espiritual desenvolvido, existe um trabalho específico para os dependentes químicos e seus familiares, chamado C.E.D.O Apoio – Coragem – Esperança – Determinação – Otimismo.
Esse trabalho ocorre nas vibrações espirituais Kardecistas e Umbandistas, nesse espaço especifico para esse tipo de trabalho contamos com a ajuda dos espíritos do bem e afins de ajudar aos dependentes químicos tanto pessoas como espíritos dependentes.
Essa denominação Cedo Apoio foi dada pelo Sr Caboclo Volta Mundo ( guia do diretor espiritual da casa ) , e seu significado – Coragem – Esperança – Determinação – Otimismo são os fundamentos básicos para superações dos vícios humanos.
Esse trabalho é realizado nos dias de passe da casa e é totalmente gratuito assim como todos os demais trabalhos da casa.

Oque é Umbanda? : Para falar de Umbanda , vamos antes saber sobre seu surgimento, o mesmo ocorreu em 1908 quando dentro de um centro espírita Kardecista baixou no médium Zélio Fernandino Moraes o caboclo 7 encruzilhadas anunciando o inicio da nova religião na Terra, no plano Espiritual as grandiosas entidades que desenvolveram a Umbanda perceberam na Terra a necessidade da nova religião que une influencias Kardecistas, Afro-nações como o Candomblé e também influencias do sincretismo Católico, pessoas que faziam parte dessas religiões citadas acima já não se sentiam com afinidade com as mesmas e as próprias já não traziam a estas pessoas a clara oportunidade de resgate karmico , aperfeiçoamento, aprendizagem necessário para ascensão da consciência mental e espiritual , com esse despertar da nova religião no plano terrestre trazendo o inicio da Umbanda no Brasil, a partir desta data a Umbanda foi se arquitetando e se expandindo pelo pais e seus fundamentos religiosos aos poucos foram sendo estabelecidos na Terra , assim como foi planejado no Plano Espiritual.
Vale lembrar que o ato de incorporação é milenar e dezenas de outras religiões , seitas e ritos, trazem consigo o ato mediúnico da incorporação , portando, pode haver de antes dessa data oficial de 1908 , ter ocorrido antes a incorporação de Entidades hoje ditas como da Umbanda incorporarem em médiuns porem sem se apresentarem com Entidades que trabalham na Umbanda.
A Umbanda é uma religião que hoje tem fundamentos , e já possui sua federação.
A Umbanda é considerada religião com praticas da Alta-Magia por lhe dar constantemente com os Orixás e seus Tronos de Poder Divino são eles : Fé,Amor,Conhecimento,Justiça,Lei,Evolução e Geração , e os Reinos Elementais e Magisticos tais como: Cristalino,Mineral,Vegetal,Eólico(ar),Igneo(Fogo),Telurico(Terra),Aquático que estão amplamente ligado com as vibrações dos Orixás, e também lhe damos com os planos Espirituais Superiores e planos Espirituais Inferiores ( ex: Umbral ) .
Portanto ser médium da umbanda é uma pratica de muita responsabilidade , e ser atendido por médiuns e seus guias espirituais também deve ser um ato de muito respeito e humildade, jamais desrespeite a uma Entidade da Umbanda, pois saiba que ela está aqui para ajudá-lo o quanto possível e o quanto for de seu alcance e permissão.
Quando houver uma dúvida sobre os trabalhos espirituais os aconselho a questionar pois a dúvida pode ser facilmente solucionada pelos médiuns e principalmente por seus guias espirituais, como diz o sr Jesus Cristo ” conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

Dentro da Umbanda as pessoas que vão aos centros podem pedir diversas coisas das mais comuns as mais intimas, das mais difíceis as mais fáceis, pois a Umbanda é um grande pronto-socorro espiritual , os campos gerais de atendimentos são para : saúde,trabalho e emprego, paz e harmonia no lar ou no trabalho e no relacionamento, libertação dos vícios, harmonização espiritual e corpórea , causas da justiça, desobsessão, limpeza espiritual, e tratamento de espíritos inferiores e maléficos, viciados , entre outras infinitas causas e casos.

Vale lembrar que todo trabalho realizado na Umbanda esta sempre e a todo tempo dentro das Lei e Justiça Divina , caso uma pessoa peça as entidades para ficar rica, conseguir o melhor emprego do mundo, acabar com a vida de alguém, para conseguir a mulher ou homem amado , geralmente pedidos desse tipo não são aceitos pelas correntes de trabalho devido a própria lei de evolução pessoal e espiritual que existe, pois nos centros de Umbanda que se pratica a Umbanda de Lei a Humildade – Respeito – Caridade sempre estarão presentes e por mais trabalhos que sejam feitos se estiverem fora do alcance da Lei e da Justiça Divina e fora do plano reencarnatório da vida da pessoa que a pede ela pouco provavelmente será atendida , isso é Lei e Justiça Divina em ação.
Nos casos de se libertar de uma doença karmatica ( uma doença que a pessoa tenha que ter pois há um resgate espiritual de vidas passadas e a pessoa deve passar por aquela prova durante a sua vida, para um fim especifico já estabelecido antes da reencarnação), as entidades farão trabalhos que ajude no controle emocional, na superação e melhora física de acordo com o merecimento de cada um, afinal a boa vontade ,trabalhos e pensamentos positivos sempre são práticados pela Umbanda Sagrada.

Porque usamos Velas na Umbanda?

Velas emitem Luz, possuem cores, e são matéria, portanto emitem vibrações com freqüência, luz , cor e tempo e transportam energia.
Luz é a maior velocidade que existe no universo, uma luz com a união da forma Pensamento-Sentimento é uma das mais viáveis transportadoras de energias até Deus, Orixás e Espíritos.
A cor da vela é importante devido sua cor possuir freqüências vibratórios que se aproximam e com uma boa forma pensamento-sentimento se alinham com as freqüências de Deus, dos Orixás e dos Espíritos.
O tempo de duração de uma vela pode variar por diversos fatores, e sua forma de queimar também,para maior esclarecimento leia o livro Magia Divina das 7 Chamas Sagradas.

Os Orixás e as Entidades de Umbanda

Dentro da umbanda temos os trabalhos realizados pelas Entidades que estão constantemente sob vibrações dos Orixás que as sustentam o tempo todo.

Entidade de Umbanda : Foram pessoas que já viveram em Terra ou são seres naturais elementais , que incorporam nos médiuns para ajudar as pessoas que vão aos centros dentro do merecimento e necessidade de cada uma delas.
Cada uma delas tem seus modos de falar,atender, trabalhar,incorporar, desincorporar, tudo que elas fazem tem fundamentos mágico-religiosos e nada é enfeite ou desnecessária desde o estalar dos dedos a um ponto riscado no chão ou uma vela branca acesa, essas ações são fundamentadas na ciência divina espiritual.
(Para entender mais a fundo o reino dos Elementais é necessário maior e exclusiva leitura sobre o tema).

Orixás : São energias que emanam o tempo todo e por todo o tempo de Deus , essas energias tem nomes ,funções,tronos de poderes, elementos e campos de atuação, dentro da Umbanda trabalhamos com 7 Linhas de Orixás , cada linha com um Orixá Masculino e um Feminino totalizando 14 Orixás.

Oxála( Jesus Cristo) – Oiá Tempo ( Sta Clara )
Oxóssi ( São Sebastião) – Obá (Sta Catarina )
Xangô ( São Jerônimo) – Egunitá ( St Sara de Kali)
Iemanjá ( Nossa Senhora dos Navegantes) – Omolu (São Cipriano)
Ogum ( São Jorge ) – Iansã ( Sta Barbara )
Nãnã ( Sta Ana) – Obaluae ( São Lazaro )
Oxum ( Nossa Senhora da Conceição) – Oxumaré ( São Bartolomeu )

Esses são os 14 Orixás e seus sincretismos na Igreja Católica ( Os Orixás são associados a santos da Igreja Católicas, pois estes que encarnaram na Terra e foram santificados, foram espíritos humanos que evoluem exclusivamente nas vibrações de um respectivo Orixá dai surge esse associação muito assertiva pois a encarnação desse espírito foi toda amparada pelo seu Orixá que é associado.)
Pode haver mais de um sincretismos para o mesmo Orixá.

Na umbanda temos a incorporação dos Orixás, e é obvio que jamais alguém incorporaria de fato Jesus Cristo ou mesmo São Jorge, os Orixás que incorporam na Umbanda são Orixás Naturais, são espíritos que durante sua evolução optaram por evoluírem em uma linha especifica de Orixá se tornando assim após se graduarem Orixás Naturais, estes portam as vibrações dos Orixás Divinos ( que são em si o Próprio Deus e suas Forças ) e as trazem para a Terra , aos Centros , Médiuns e Assistência.

Cosme e Damião também são Orixás, porem eles atuam mais exclusivamente na Evolução dos Espíritos em sua idade infantil, tanto espíritos que evoluem no plano encarnatório como no plano espiritual, esse Orixá faz parte das 7 linhas de Umbanda porem ele é agregado a todas as 7 pois em todas elas há espíritos infantis que evoluem tanto no plano espiritual como no material.

Entidades da Umbanda

Um breve resumo sobre todas as linhas de entidades da umbanda,vale lembrar que as Entidades de Lei de Umbanda que baixam em seus médiuns nos Terreiros , passam no plano Espiritual por um amplo aprimoramento , para poderem trabalhar com os elementos que utilizaram na Terra.
Será um breve resumo e a todas as linhas há Orixás que as regem mais especificamente porem todas elas tem a regência de todos os Orixás.
Caboclos – São no geral índios desencarnados, ao baixar no médiuns trabalham com seu conhecimento adquirido nas matas e no plano espiritual, são no geral sérios e de linguajar um pouco complicado, alguns itens utilizados são os charutos, velas, pembas,cerveja,vinho,ervas,pedras,flechas,penas,lanças.

Erês – Crianças – São espíritos encantados que trabalham na vibração dos Orixás que os encantaram, quando baixam em seus médiuns trazem a felicidade,inocência e amor e um arquétipo totalmente infantil pois são de fato espíritos infantis , são entidades de muita luz e força pois são puros em sua essência e vibração, trabalham com doces, e brinquedos infantis, costuma trabalhar também com mel,alfazema,chupetas, velas azuis e rosa claro.

Marinheiros – São espíritos de pessoas que em suas vidas tiveram grande apego ao mar,rios e águas, são no geral ex marinheiros, ribeirinhos, pescadores, ou seja todo o povo que tinha ampla ligação com as águas, essas Entidades ao baixarem nos médiuns vem balançando devido a vibração aquática que trazem, atuam amplamente na limpeza e descarrego de médiuns , assistência e terreiro, casas e ambientes, porem podem também como qualquer outra linha de trabalho desenvolver trabalhos para outros fins mais específicos, utilizam no geral pembas, água do mar,cachoeira ou chuva, elementos utilizados em embarcações, velas, cigarros .

Pretos-Velhos – São entidades que em suas ultimas reencarnações forem escravos ou bem próximo disso, ao baixarem nos médiuns se apresentam curvando o médium lentamente para baixo como se houvesse um enorme peso nas costas e como se fosse bem velinhos, trazem a paz e o conselho, são calmos e muito sábios, conhecedores da cura , do encaminhamento de espíritos, e a abertura de caminhos, dependendo da linha de trabalho da entidade, utilizam no geral café,cachimbos,bengalas,velas,pembas .

Baianos – São no geral ex pai e mães de santo que no inicio da Umbanda incorporavam nos primeiros centros de Umbanda do pais, são conhecedores das práticas religiosas da Umbanda e do Candomblé, porem sempre trabalham dentro das práticas do Terreiro onde incorporam, são alegras e brincalhões,gostam de dançar, e apreciam bebidas , farofas e pimentas, fumam cigarros, e gostam de um côcô verde ou seco, falam sempre com o linguajar de sua terra natal, sotaque no geral nordestino .

Boiadeiros – Espíritos de ex vaqueiros, domadores de cavalos , laçadores de boi, e pastoreiros, alguns tem forte ligação com a linha de caboclos , outros com a linha de baianos, isso depende da região que o laçador viveu quando em terra e sua forme de trabalho.
Sua forme de trabalho é sempre laçando o “boi” ou seja espíritos e pessoas com ações negativas para que sejam encaminhados para tratamento, espíritos e pessoas que necessitam de ajuda, entre diversos outros, os boiadeiros são laçadores de energias e espíritos e tem uma função de controle vibracional , podem atuar também na esquerda em casos de necessidade, gostam de elementos de vaqueiros, fumam cigarro branco ou de palha, gostam de comidas fortes e energéticas,bebem cachaça e licores.

Ciganos e Linha do Oriente – São espíritos de ciganos, e do povo do Oriente, podendo ser Hindus, Monges, Árabes,Indianos, Egípcios, Japoneses e Chineses, trazem a Umbanda uma riqueza religiosa e diferentes costumes não brasileiros, são misteriosos e suas linhas de trabalho são muito diversificadas, gostam de comidas e bebidas típicas de suas regiões e épocas que viveram, vestes e ferramentas também estão ligadas a sua cultura das ultimas encarnações, e suas formas de incorporações são muito variadas pois há dezenas de localidades de onde esses espíritos vêem, podendo incorporar com um brado de guerra, uma dança, ou leves movimentos.

Sereias – As Sereias quando incorporam, não costumam falar. Emitem um som que imita um canto, mas é um mantra repetido o tempo todo. Há na criação dimensões da vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas.
Espíritos que sempre viveram e evoluíram dentro d’água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptar ao meio destinado a eles.A metade humana indica que são espíritos. A metade peixe indica que se adaptaram ao meio durante suas evolução.São seres “encantados” da natureza aquática e também estão evoluindo.Esses espíritos são possuidores de formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxilio, muito nos ajudam.Como o arquétipo já existia em função dos mitos e das lendas sobre elas e das visões desses seres encantados, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Iemanjá.Como seres encantados as sereias que incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas como de lado e outras ficam em pé.As que ficam sentadas movem o tronco e os braços como se estivessem nadando e se banhado nas ondas.As que ficam em pé, tal como os marinheiros, movem-se com passos de dança e fazem uma linda coreografia mágico-religiosa, pois, nos seus movimentos, vão recolhendo todas as cargas energéticas negativas dos seus médiuns e da assistência dos centros.

Entendendo o Esquerda da Umbanda
No trabalho da Esquerda dos Centros Umbandistas, há Exus,Pomba-Giras, Exus mirins e Pomba-Giras mirins, essa banda é formada por espíritos guardiões que protegem os Centros das fortes investidas trévicas que partem tanto do plano espiritual como do plano terrestre, e para se proteger dessas investidas nada melhor do que os que vivem e muito conhecem do umbral e das regiões trévicas ,e são eles os Exus,Pomba-Giras, Exus mirins e Pomba-Giras mirins, são guardiões que aos mandos do Orixá Exu, e seguindo a Lei Ordenadora de Ogum, e a Justiça Equilibradora de Xangô, buscam a proteção dos Terreiros e o dão o amparo aos médiuns e as pessoas que vão aos centros tomar passes e desenvolver suas vidas, e aos Exus de Lei que já tem um grau evolutivo alto e bem estabelecido buscam sempre a ascensão junto a luz de Oxalá.
Entidades da Esquerda da Umbanda são as mais próximas em termos vibratórios dos seres humanos da Terra, portando são íntimos e muito amigáveis, Os Exus gostam de bebidas fortes,raízes , pimentas , farofas e carnes, utilizam ervas , punhais, tridentes, e fumam charutos , as Pomba giras bebem champanhe, algumas inclusive cachaça, vinho e algumas vezes água, fumam cigarrilhas e cigarro branco e partilham também de raízes , pimentas , farofas e carnes, e apreciam muito perfumes e flores, rosas vermelhas.
Os exus-mirins e pomba-giras mirins gostam de cachaça com refrigerante ou groselha e também partilham de raízes , pimentas , farofas e carnes .
Essas entidades vestem e gostam muito de cores fortes , vermelho, preto, roxo escuro, pois essas cores fazem parte de seus fundamentos e trabalhos.
O trabalho de esquerda é muito importante na casa, porem deve-se ter muito cuidado com o que pedir a essas entidades pois em sua evolução a Lei de Ação e Reação é extremamente rápida, por isso deve-se pedir apenas coisas benéficas e bem intencionadas e assim sempre poderemos contar com essas graciosas e fortíssimas entidades protetoras e guardiãs dos templos espirituais e da Umbanda Sagrada.
São encaminhado para a Assistência na esquerda apenas aqueles que o Sr Caboclo Volta Mundo ( Guia do diretor espiritual da Casa ) ver a necessidade e encaminhar ou liberar caso a assistência peça e seja aceita.

Considerações:
Bom isso é apenas uma pequena fração do que é a Umbanda e para um melhor conhecimento e entendimento recomendo a leitura de alguns livros Espíritas e Umbandistas.
O Evangelho segundo Espiritismo ;O Livro dos Médiuns ;O Livro dos Espíritos
Teogonia de Umbanda; Arquétipos de Umbanda .

Seja Bem Vindo a Casa Espírita de Oxóssi, que a luz da consciência divina amplifique ainda mais a nossa paz, sabedoria e entendimento da Vida e Evolução Universal dos Seres .

Oferenda a Boiadeiro – Salve a Boiada!

Bom, se tratando de Oferendas estamos lhe dando com um assunto um tanto delicado, pois bem, vou postar aqui oferendas e essências a serem oferendadas de um blog que eu já utilizei e confio.

Mas antes de qualquer Oferenda na Umbanda vale lembrar que é sempre essencial ter o aconselhamento de alguma entidade para orienta-los, pois bem segue abaixo as Oferendas.

OFERENDA 1
3 xícaras de feijão de corda cozido firme
2 cebolas em rodelas grossas
7 colheres de azeite de oliva para regar
1 gamela para colocar a comida
7 velas amarelas
7 velas brancas
7 cigarros curtos de filtro amarelo
7 copos de aguardente (copos de barro ou de papelão, plástico não serve)
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OFERENDA 2:
1 gamela ou alguidar médio
5oog de farinha de mandioca
1 vidro de melado de cana
3 cigarros de palha
3 velas brancas
1 aguardente servida em 3 copos de papelão ou barro ou metal
(recolha o lixo reciclável, após as velas queimarem, ou faça sua entrega em folha de banaeira com copos de papelão.
Misture a farinha e o melado com as mãos, coloque na gamela.
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OFERENDA 3
1 gamela ou alguidar ou folha de bananeira para colocar a comida
500g de amendoim sem sal
7 colheres de sopa de melado de cana para regar os amendoins
7 cigarros de palha
1 garrafa de aguardente servida em sete copos de barro ou papelão
7 velas amarelas
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OFERENDA 4
1 gamela, prato de papelão ou folha de bananeira
7 batatas inglesas cozidas firme e sem sal
7 colheres de melado de cana para regar
7 cigarros curtos e sem filtro
7 velas amarelas
7 velas brancas
1 garrafa de aguardente servida em 7 copos de papelão ou barro———————————————-
OFERENDA 5:
gamela, praro de papelão, alguidar médio ou folha de bananeira
250g de arroz integral cozido firme e sem sal
100 g de banana desidratada, colocada em cima do arroz enfeitando-o
7 colheres de sopa de mel para regar o arroz e a banana
7 cigarros de palha
7 velas vermelhas
1 garrafa de batida de coco servida em 7 copos de papelão ou barro
3 rosas vermelhas para baiana ou 3 cravos vermelhos para baiano, cortados na altura da lapela, enfeitando o centro do arroz, com as bananas em volta das 3 flores e tudo regado com mel.
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OFERENDA 6:
gamela, alguidar, folha de bananeira ou prato de papelão
7 maçãs inteiras sem cortar
7 bananas sem casca, inteiras sem cortar
7 colheres de sopa de melado de cana para regar as frutas
7 copos de batida de coco
7 cigarros de palha
7 velas brancas
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OFERENDA 7:
1 gamela, prato papelão ou alguidar grande o suficiente
500g de fubá amarelo
21 colheres de sopa de azeite de oliva
3 cebolas cortadas em rodelas grossas
3 cigarros de palha
3 copos de aguardente
3 velas amarelas
Misture o fubá e o azeite com as mãos, coloque na gamela cubra com as cebolas e regue com mais azeite de oliva
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OFERENDA 8
gamela, alguidar, prato de barro ou de prato de papelão
3 xícaras de feijão preto, cozido firme e escorrido
3 xícaras de arroz integral cozido firme
1 cebola cortada em rodelas grossas
1 pimentão cortado em rodelas grossas
3 bananas cortadas em rodelas grossas
3 cigarros curtos
3 velas marrons
3 copos de aguardente
Misture o arroz com o feijão e enfeite com as bananas, cebolas e pimentão;
Regue tudo com azeite de oliva
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OFERENDA 9:
alguidar, gamela ou prato de barro
500 de polenta cozida feita por você, sem sal e no ponto
7 ovos cozidos cortados no comprimento para enfeitar a polenta
7 colheres de melado de cana para regar tudo
3 cigarros de palha
3 velas amarelas
3 copos de aguardente
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OFERENDA 10
1 folha de bananeira para colocar as frutas
7 cajus inteiros
7 bananas inteiras e sem as cascas
7 maçãs inteiras e com as cascas
7 colheres de sopa de melado de cana
3 velas brancas
1 água de coco servida em 3 copos de papelão ou barro
3 cigarros de palha
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fonte: OFERENDAS POR CLAUDIA BAIBICH – http://wwwoferendas.blogspot.com.br

Nanã – Aprendizado e Esclarecimento Eterno

O Sexto Trono assentado na Coroa Divina é o da Evolução. O trono da Evolução tem em seu lado positivo o Orixá Obaluaiyê (irradiante) e no seu pólo negativo a Orixá Nanã (cósmica).

Obaluaiyê e Nanã são regidos por magnetismos mistos “terra-água”, Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura em sua irradiação elemental telúrica, que se torna úmida.

Nanã atua de forma inversa, seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.

Enquanto Obaluaiyê atua na passagem do plano material (encarnação), ela atua na decantação emocional do espírito diluindo todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida da carne, onde não se lembrará de nada que já vivenciou.

Em outra linha da vida ela é encontrada na menopausa. No início desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina, no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim desta linha está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Nas “linhas da vida”, encontramos os Orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos nos é mostrado, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal em uma linha da vida. Saibam que Nanã, em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze Orixás, mas sem nunca perder suas qualidades “água-terra”.

…Nanã é passiva e atrai todos os seres que não estão aptos a alcançar os estágios superiores, recolhe, esgota suas doenças(vícios) e no barro do fundo de seu lago os assenta e os imobiliza até que decantem suas impurezas ( emoções e sentimentos viciados) quando então estarão maleáveis como o barro(lodo) e prontos para serem recolhidos por Obaluaiyê que os remodelará e numa nova forma(encarnação) crescerão novamente.

O sincretismo com a igreja católica é feito com Santa Ana ou Sant’Ana, foi a mãe da Virgem Maria, portanto avó de Jesus.

Sant’Ana cujo nome em hebraico significa graça, era casada com São Joaquim, que pertencia à família real de Davi, São Joaquim fora censurado pelos sacerdotes por não ter filhos, mas sua esposa Sant’Ana era estéril e já idosa, confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se no deserto para rezar e se penitenciar, um anjo então lhe apareceu dizendo que Deus havia ouvido suas preces, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida, nasceu-lhes uma filha que seria a mãe de Jesus, Maria, que foi oferecida ao templo aos três anos e lá ficando até os doze anos.

Oferendas: velas brancas, roxas e rosa; champagne rose, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.

Oxum – Cachoeira , Paz e Amor

Oxum Mãe que proteje e faz um imenso trabalho nas linhas das Aguas no Universo juntamente com Iemanja, afinal todo rio e agua doce vai para o mar, isso é fluidifico e polarizador .

Oxum é o Trono do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos, rege a dimensão mineral da vida, Oxum é o pólo positivo e Oxum-Maré o pólo negativo.

A energia mineral está presente em todos os seres e também está presente nos vegetais, uma vez que a água doce é um dos principais “alimentos dos vegetais” e esta está carregada de minerais, portanto Oxum manifesta-se nas matas de Oxossi, através da água fertilizadora, devido a isto Oxum também atua na linha do conhecimento.

A água é o elemento gerador de vida e, portanto tanto Iemanjá como Oxum têm o dom da fertilidade, Iemanjá reina no mar, água salgada rica em energias cristalinas e a água doce em energias minerais.

Oxum, pólo positivo e juntamente com Oxum Maré, pólo negativo, o Trono do Amor Divino forma toda uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações multidimensionais estimulam nos seres os sentimentos de amor, fraternidade e união.

Entre os encargos de Oxum está a incumbência de cuidar das crianças desde a gestação até a idade que possam falar.

Dona do ouro, da riqueza e das águas doces, favorece a riqueza espiritual e a abundância material.

Na Umbanda é feito o sincretismo com Nossa Senhora da Conceição ou com Nossa Senhora Aparecida, o sincretismo é muito justo porque Nossa Senhora é a representação do amor, a Mãe que nunca desampara que ama os seus filhos incondicionalmente, por isso sem dúvida nenhuma é um dos Tronos intermediários do Trono do Amor Divino.

Suas oferendas são: Velas azuis, brancas e amarelas, flores como lírio e oriri, frutos e essência de rosa. As oferendas são feitas normalmente nas cachoeiras.

Texto elaborado com ajuda de amigos espirituais.

Obaluae – È ancião salve na hora da precisão

Evolução , isso define Obaluae que é reconhecido por se relacionar a doenças e a morte, que após serem superadas são como desgraus evolutivos na nós humanos, salve Obaluae.

O Sexto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono do Saber ou o Trono da Evolução.

O Orixá regente do pólo positivo é Obaluaiyê e a Orixá Regente do pólo negativo é Nanã Buruquê.

Obaluaiyê cujo pólo é de magnetismo positivo é irradiante e Nanã Buruquê de magnetismo negativo é absorvente. Ambos os Orixás são de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.

Ambos são Orixás (terra-água), magneticamente, Obaluaiyê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático, Nanã é ativa no magnetismo aquático e passivo no magnetismo telúrico, onde um atua passivamente o outro atua ativamente.

Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).

É o mistério Obaluaiyê que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho carnal alojado no útero materno, onde o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal já formado.

Obaluaiyê é também um Orixá curador, é também o “Senhor das Sete Passagens” de um plano para o outro, de uma dimensão para a outra e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

Obaluaiyê é um Trono Divino que cuida da evolução dos seres, das criaturas e das espécies, os Umbandistas que o temem o fazem exclusivamente, a troco da má informação daqueles que se apegaram aos seus aspectos negativos e os usam para assustar os seus semelhantes.

Aqueles que lidam com os aspectos negativos do Orixá Obaluaiyê certamente acabarão conhecendo os Orixás Cósmicos que lidam com o negativo dele. Ao contrário dos Exus de Umbanda eles são intolerantes com quem invoca os aspectos negativos do Orixá Maior Obaluaiyê para atingir seus objetivos.

Na Umbanda o sincretismo é feito com São Lázaro e com São Roque.

A historia de São Lázaro, encontrada na Bíblia, é contada por São João com riqueza de detalhes. Era ele judeu, irmão de Marta e de Maria e viveu em Betânia, local próximo a Jerusalém. Quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto há quatro dias, sendo ressuscitado por Ele em seguida.

São Roque, nascido provavelmente em 1.295, herdou uma boa fortuna ainda jovem e logo a distribuiu entre os pobres e enfermos e livre de vínculos, seguiu em peregrinação a Roma. Ao cuidar de leprosos, contagiou-se com a doença e foi obrigado a isolar-se em um bosque, onde recebia a visita de um cão, que todos os dias lhe trazia um pedaço de pão. O dono do bosque, um homem muito rico, um dia resolveu seguir o cão e descobriu São Roque converteu-se e ajudou a partir de então a causa de São Roque.

Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rose licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-mar ou á beira de um lago.

Ogum – Guerreiro Ordenador Celestial

Muito se fala de Ogum e São Jorge, mas poucos sabem seu fundamento universal,Ogum e São Jorge fazem parte do mesmo, porem São Jorge é parte de Ogum e o proprio Ogum é algo muito maior e alem de São Jorge, é como São Jorge fosse um falangeiro de hierarquia muito elevada que encarnou na Terra para missoes espirituais com uma infinita influencia de Ogum.
Ogum que guerreia pela Lei universal e em todas as vibrações do Universo é o protetor dos seres e das leis cármicas, atuando na Lei enquanto Xango atua na Justiça dando o equilibrio ao Universo.
Ogum o guerreiro supremo da evolução humana tanto espiritual como material, o senhor dos caminhos das almas humanas e de todo o universos em sua infinita amplitude.
Ogum é o orixá da guerra, vencedor de demandas negativas, senhos dos caminhos, das estradas,encruzilhadas , beiras do mar ou seja todos aqueles caminhos em que o homen percorre.Em termos humanos é o orixá do ferro, da agricultura e do aço.
Suas cores são vermelho e azul escuro, seu dia é a terça feira e suas principais ervas são aroeira,espada de são jorge e são gongalinho.
Sua saudação é Ogum-nhê e em algumas vertentes também se usa Patacori jesse jesse.
Em missão carnal são jorge guerreiro teve o amparo de orixá Ogum para guia-lo em sua missão, por isso a forte relaçao entre são jorge e orixá Ogum.
Em algumas regiões do pais seus dias festivos costumam ser dia 23 de abril dia de São Jorge.

Fé aos filhos de Fé.

O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.

Estando assentado no pólo positivo Ogum é Orixá Universal, passivo e irradiante e Iansã estando assentada no pólo negativo é Orixá Cósmica, ativa e absorvente.

Ogum é sinônimo de lei e ordem, é o sinônimo da Lei Maior, ordenação Divina e retidão em todos os sentidos. Ordenando a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução, a geração, por isso Ogum está em todas as outras qualidades Divinas.

Sua qualidade ordena a evolução e por isso ele é tido como senhor dos caminhos (das vias evolutivas), as suas irradiações retas são simbolizadas por sete lanças e as cortantes por sete espadas, sua proteção “legal” pelos sete escudos.

Ogum e Iansã são Regentes do Mistério Guardião e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos, eles formam hierarquias verticais, retas ou seqüenciais, pois são regentes dos pólos positivos, dos neutros, dos tripolares e dos negativos, todos atuam da mesma forma aplicadores da lei.

Todo Ogum é aplicador da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem, qualquer conduta alternativa.

As hierarquias retas de Ogum dentro da Umbanda é composta de vinte e um Oguns intermediários Regentes dos pólos magnéticos:

Sete pólos positivos; Sete pólos são neutros, mas não são opostos aos positivos; sete tripolares, faixa neutra que é horizontal.

As hierarquias desses sete Oguns Naturais Intermediários tripolares são gigantescas. Para que haja uma noção, podemos citar:

Ogum do Cristal projeta-se como Ogum Matinata;

Ogum dos Minerais projeta-se em Ogum das Pedras, Ogum de Ferro, Ogum Sete Correntes e Ogum Iara;

Ogum Vegetal projeta-se como Ogum Rompe Mato;

Ogum do Fogo projeta-se como Ogum de Lei;

Ogum do Ar projeta-se como Ogum Ventania;

Ogum da Terra projeta-se em Ogum Megê;

Ogum da água projeta-se um Ogum Marinho, Ogum Sete Ondas e Ogum Beira Mar;
Ogum das Passagens projeta-se em Ogum de Ronda.

Aqui não citamos todos os Oguns que são projetados porque são muitos, demos alguns exemplos.

Citaremos agora alguns Oguns cósmicos e suas regências:

Regido por Oiá, Ogum do Tempo;

Regido por Oxumaré, Ogum Sete Cobras e Ogum Sete Caminhos;

Regido por Obá, Ogum Rompe Solo;

Regido por Iansã, Ogum Rompe Nuvens;

Regido por Egunitá, Ogum Corta Fogo;

Regido por Nana, Ogum Sete Lagoas;

Regido por Omulu, Ogum Naruê.

Como dissemos anteriormente, aqui citamos apenas alguns, pois são muitos, e entendam os Oguns Cósmicos atuam nos pólos magnéticos que surgem do entrecruzamento das linhas de forças verticais (irradiações) e com as correntes eletromagnéticas (vibrações).

Na religião católica o sincretismo é feito com São Jorge, o Santo Guerreiro, que com sua lança mata o dragão (simbolizando todos aqueles que vão contra a lei Divina). A história de São Jorge é muito antiga e perdeu-se em parte com o tempo, o que de mais concreto se tem é que ele foi martirizado, sofrendo os mais atrozes tormentos, e diante de sua vontade de ferro, até a esposa do imperador se converteu ao cristianismo, então o imperador mandou decapitá-lo, ele renegou os deuses do império até o fim, está sepultado em Lydda, na Palestina no inicio do século IV.

Oferendas a Ogum: vela branca, azul-marinho, vermelha; cerveja branca, vinho tinto licoroso, flores diversas e cravos depositados nos campos, caminhos, encruzilhadas, dependendo do Ogum.

Oxóssi – A energia pura das matas

Oxóssi orixá do conhecimento, da sabedoria da natureza, cultuado na umbanda desde seu surgimento é uma das vibrações de orixá que mais estão presentes nos terreiros devido a grande ligação que esse orixá possui com os Caboclos.
Oxóssi na umbanda tambem é conhecido como São Sebastião, sua iradiação provenientes dos campos energéticos florestais do planeta terra e do desdobramento de outros planos se extende sobre todo o universo irradiando o conhecimento e a ligação da vida com a sabedoria das matas, local onde se origina alimentos, remédios naturais,abrigo,paz e beleza.
Ao recorrer ao orixá Oxóssi podemos ser sempre atendidos pelos seus caboclos que em suas fortes vibrações nos encaminham aos campos vibracionais para a cura, emprego,paz,união.
A sua cor é o verde, seu dia de comemoração anual é 20 de janeiro e dia da semana é quinta feira, sua bebida é a cerveja clara, vinho tinto e claro, porem deve-se muita responsabilidade e boas intenções a oferendar e recorrer o mistério divino do conhecimento do polo positivo universal que irradia sabedoria aos seres, salve orixá Oxóssi – Oke Caboclo!

O terceiro trono assentado na Coroa Divina é o Trono do Conhecimento, sendo uma individualização do trono das Sete Encruzilhadas, ocupado no seu pólo positivo por Oxossi e no pólo negativo por Oba, o Trono do Conhecimento forma a terceira linha de nossa Umbanda.

Oxossi cujo elemento é vegetal detém o poder de criar, manter e transformar a fauna e flora do Planeta.

Oxossi é a natureza, especificamente nas matas e no reino animal.

Oxossi tem magnetismo irradiante, irradiando conhecimento o tempo todo.

Ele é cientista, conhecedor das ervas e grande curador, é também o doutrinador que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos de fé como no saber religioso.

Oxossi rege a agricultura e a lavoura, caçador por excelência, sua busca visa o conhecimento, buscando sempre os melhores caminhos para os seres, os melhores fluidos e as melhores energias (ligadas à saúde).

Oxossi irradia, estimula e vibra conhecimento, Oxossi é o raciocínio arguto, é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, novos horizontes, etc…

Na Umbanda seu sincretismo é feito com São Sebastião, que certamente ocupa um trono intermediário, do Trono do Conhecimento, representando o caçador das almas, o mestre que ensina a doutrina prática e a catequese dos filhos que o procuram.

Oferendas: velas brancas, verdes e rosa, cerveja branca, vinho doce e licor de caju, flores do campo e frutas variadas, tudo no seu reino que são as matas.

Mestres Ascencionados

È muito interessante saber que dentro desse Universo há ascensões muito alem doque imaginamos, isso prova a eternidade e a evolução dos seres, é muito legal saber que há outros mestres assim como Jesus que podem amparar nosso Planeta na Evolução do ser.
Ai embaixo temos um link de um video muito bom que retrata basciamente alguns dos mestres ascencionados do universo.

Pedras seu poder e Significado

Pedras e Signos , e Pedras e Profissões.


Ágata Pedra de proteção, ajuda no sistema digestivo, é calmante, harmoniza a mente, fortalece o coração.
Ametista Pedra da paz e tranquilidade, contra insônia, melhora a memória, combate o stress, ótima para meditação e para o metabolismo.
Amazonita Pedra da esperança, acalma o cérebro e o sistema nervoso.
Água-marinha Pedra da harmonia, purifica a garganta, rins, fígado e baço.
Citrino Pedra da auto-confiança, rejuvenesce o físico, ajuda nos negócios, atrai riquezas, e favorece os estudos.
Esmeralda Pedra da sabedoria e da memória.
Cristal de rocha Pedra da energia positiva, transmite fluxo de energia positiva, absorve o negativismo do ambiente, ajuda na meditação e a vencer a ansiedade.
Granada Pedra da emoção, ligada ao coração e a sexualidade, estimula a criatividade, ajuda a encontrar um novo amor.
Hematita Pedra da vitalidade, energiza e revitaliza o organismo, ativa circulação, purifica o sangue e combate o stress.
Madeira petrificada Pedra do otimismo, aumenta a coragem e a vontade de viver, combate problemas de pele e arteriosclerose.
Ônix Pedra do poder, auxilia no auto-controle, contra inveja, dá equilíbrio à mente e ao corpo.
Opala Pedra da felicidade e dos músicos, harmoniza os sete chacras, boa para o coração e para a mente.
Quartzo azul Pedra da tranquilidade, harmoniza o ser, aumenta o alto astral.
Quartzo verde Pedra da saúde, ajuda nos estudos, Tranquiliza doentes.
Quartzo rosa Pedra do amor e da amizade, descarrega estimulos negativos.
Quartzo fumê Pedra dos sonhos, ajuda a realiza-los, ajuda no metabolismo, e a descomplicar a vida, ótima contra temores.
Sodalita Pedra da purificação, harmoniza a familia, atrai amigos.
Pirita Pedra da sorte, atrai dinheiro, reduz a ansiedade, melhora a capacidade mental.
Topázio Pedra do equilíbrio, acalma o sistema nervoso, gera bons fluídos, desintoxica o organismo, regenera tecidos, auxilía a inteligência.
Turmalina verde Pedra da comunicação, estimula novas amizades, rejuvenesce o físico e a mente, alto poder de cura.
Turmalina negra Pedra da proteção, contra maus fluídos, indicada para períodos de crise e stress.
Turmalina rosa Pedra da criatividade, estimula a criação, suaviza as emoções.


Signos e pedras correspondentes

Signo Pedra Signo Pedra
Áries Rubi Libra Esmeralda
Touro Safira Escorpião granada
Gêmeos Citríno Sagitário Topázio
Câncer Esmeralda Capricórnio Ônix
Leão Diamante Aquário Turquesa
Virgem Ágata Peixes Ametis


Variações de pedras para o mesmo signo :

Áries:
Ametista, quartzo fume, topázio e jaspe.

Touro:
Safira, esmeralda, quartzo rosa, granada e ágata.

Gêmeos:
Esmeralda, citríno, quartzo azul, olho de tigre e ágata.

Câncer:
Ágata, água marinha, ametista, hematita e crisopásio.

Leão:
Topázio, quartzo rosa e ônix.

Virgem:
Granada, safira, ágata, citríno, jaspe e esmeralda.

Libra:
Esmeralda, água marinha, jaspe, quartzo rosa e safira.

Escorpião:
Água marinha, ametista, ágata, granada e hematita.

Sagitário:
Topázio, quartzo azul, safira e turmalina.

Capricórnio:
Safira, esmeralda, granada e ônix.

Aquário:
Esmeralda, ônix, safira e ametista.

Peixes:
Ametista, água marinha, ágata, quartzo verde.

Tabela de Bodas
1 ano = Bodas de Papel 25 anos = Bodas de Prata
2 anos = Bodas de Algodão 30 anos = Bodas de Pérola
3 anos = Bodas de Linho 35 anos = Bodas de Rutilo
4 anos = Bodas de Seda 40 anos = Bodas de Rubí
5 anos = Bodas de Madeira 45 anos = Bodas de Alexandrita
6 anos = Bodas de Açucar 50 anos = Bodas de Ouro
7 anos = Bodas de Floral 55 anos = Bodas de Esmeralda
8 anos = Bodas de Couro 60 anos = Bodas de Diamante
9 anos = Bodas de Palha 65 anos = Bodas de Safira
10 anos = Bodas de Estanho 75 anos = Bodas de Brilhante
15 anos = Bodas de Cristal


Profissões e pedras correspondentes
Admin. de empresa – Safira Azul Advogado – Rubi
Agrimensor – Turmalina verde Assistente social – Ametista
Aux. de enfermagem – Esmeralda Arquiteto – Safira Azul
Bacteriologista – Safira Azul Biologia – Esmeralda
Biomédica – Esmeralda Bioquímico – Topázio
Bibliotecário – Safira azul Bioclínico – Turmalina verde
Contabilista – Safira azul Computação – Turmalina rosa
Contador – Turmalina rosa Comunicação – Safira azul
Dentista – Água-marinha Eletro mecânico – Safira azul
Educação física – Safira azul Enfermeiro(a) -Cruz Vermelha
Engenheiro agrônomo – Safira azul Engenheiro civil – Safira azul
Engenheiro elétrico – Safira azul Engenheiro mecânico – Safira azul
Engenheiro metalúrgico – Safira azul Engenheiro químico – Safira azul
Estudos sociais – Esmeralda Farmacêutico – Topázio
Fisioterapia – Esmeralda Filosofia – Ametista
Geografia – Ametista Geologia – Safira azul
Historia – Ametista Jornalista – Rubi
Letras – Ametista Matemática – Safira azul
Médico – Esmeralda Médico veterinário – Esmeralda
Músico – Safira azul Nutricionista – Ametista
Magistério – Turmalina verde Obstetrícia – Esmeralda
Oficial de justiça – Rubi Pedagogia – Safira azul
Psicologia – Safira azul Publicitário – Safira azul
Policial – Ônix Químico – Safira azul
Relações púbicas – Safira azul Secretária – Turmalina rosa
Técnico eletrônico – Safira azul Técnico de rádio – Turmalina verde
Técnico mecânico – Safira azul Técnico de ráio-X – Safira zul
Teólogo – Ametista Telecomunicações – Safira azul
Técnico contábil – Turmalina verde


Para preparar as pedras para utiliza-las :

Separe suas pedras, deixe na água com sal grosso, uma noite inteira e um dia inteiro, expostos a Lua e ao Sol.

Enxágüe em água corrente, e estão energizados para você usar.

Ou peça para que alguma entidade a energize para você se for necessario.

Um pouco sobre a Casa Espirita de Oxóssi

A Casa espirita de Oxóssi foi fundada em 20 de janeiro de 2008 , dia de Oxóssi, dai surge o nome da casa, que além da grande afinidade que o Diretor espiritual do terreiro tem com o Orixá Oxossi, também teve sua fundação na data comemorativa do Orixá.
A casa foi fundada por Cezar e Elaine e juntamente com o restante do corpo mediunico a casa tem como finalidade a ajuda espiritual as pessoas e espiritos que precisarem de auxilio e socorro espiritual, dentro dos campos de saude,fé,amor,emprego,vicios,perturbações etc.
A casa de Oxóssi não visa nenhum tipo de lucro, por isso todos os atendimentos realizados são totalmente gratuitos, o trabalho da casa é realizado dentro das vibrações da Umbanda e seus guias e orixas.
Para visitar a casa basta acessar o nosso calendario -Clique Aqui- e fazer a visita durante os dias e horarios de trabalho, o endereço é Endereço: São Bernardo do campo,bairro do Rudge Ramos, rua: Dr Fausto Ribeiro de Carvalho nº436 .

Que Oxála os abençoe.

Oque é Oferenda?

Oferendas na Umbanda tem um significado imenso, praticamente indispensavel quando se pretende a benção o próprio Axé dos Orixás e Entidades.
A oferenda na umbanda envolve elementos da alta mágia e para um sucesso são necessários alguns metodos e preparos indispensaveis.
Mas antes vamos esclarecer o objetivo da oferenda, quando se realiza uma oferenda você esta ofertanto elementos naturais e do nosso planeta para seres espirituais poderem absorver essa energia dos elementos e assim se firmarem em seus trabalhos, resumindo é uma fonte de energia material que por sua própria criação de Deus ja possui certos fatores que os Orixás ou Guias espirituais utilizam em suas magias e trabalhos.
Ou seja nada daquilo que eles pedem é por acaso ou desnecessário, tudo tem um fundamento , toda a criação divina possui importância no universo, desde um grão de areia a um planeta, e até mesmo a uma galaxia , tudo exatamente tudo possui uma ligação infinita com os demais elementos do universo.
A oferenda é isso, oferecer elementos do nosso mundo aos orixás e entidades para que eles possam trabalhar para satisfazes certas necessidades materiais, espirituais nossa, ou mesmo efetuar algo magistico com fins desconhecidos e misteriosos.
A Oferenda tem também como função o agradecimento pelo objetivo conseguido, como um trabalho, saúde, união, paz.
Podemos fazer oferendas por agradecimento,pedido,devoção,caridade, e também para ajudar alguem próximo, um conhecido.
A oferenda sempre foi indispensavel nos meio religiosos pois é através dela que fornecemos a energia material condensada para o espiritual em fluidos de eter para os seres que a recebem poderem trabalhar em niveis vibratório próximos ao nosso para poder nos atender.
Todas religiões utilizam-se de oferendas para fazer uma conexão com o mundo espiritual, basta prestar atenção que você vera, desde um copo com aguá, a as mais complexas oferendas.

Dias comemoratios das Linhas de Orixás e Correntes Espirituais

Dias Comemorativos dos Orixás e Correntes Espirituais

20 de Janeiro – Oxóssi
23 de Abril – Ogum
13 de Maio – Pretos Velhos
24 de Maio – Egunitá
26 de Julho – Nanã
13 de Agosto – Exus
07 de Setembro – Baianos
27 de Setembro – Cosme e Damião
30 de Setembro – Xangô
12 de Outubro – Mamãe Oxum
28 de Outubro – Boiadeiros
02 de Novembro – Obaluaê
04 de Dezembro – Inhansã
08 de Dezembro – Iemanja e Marinheiro
25 de Dezembro – Oxála

Calendario Anual da Assistência da Casa Espirita de Oxossi 2013

Calendario Anual da Assistência da Casa Espirita de Oxossi 2012
http://www.casaespiritadeoxossi.wordpress.com

Endereço: São Bernardo do campo,bairro do Rudge Ramos, rua: Dr Fausto Ribeiro de Carvalho nº436 .

A Casa abre as 20:00 horas, os trabalhos iniciam as 20:30 e tem previsão de término para até as 23:00 horas.
Atendimento e Passe as Segundas Feiras .
Os Trabalhos Espirituais da Casa de Oxóssi são Gratuitos.
RESPEITO – HUMILDADE – CARIDADE

Janeiro – 2013
21/01 Passe – Segunda Feira – 20:30

Fevereiro -2013
04/02 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/02 Passe-Segunda Feira – 20:30
25/02 Passe-Segunda Feira – 20:30

Março – 2013
04/03 Passe-Segunda Feira – 20:30
11/03 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/03 Passe-Segunda Feira – 20:30

Abril – 2013
08/04 Passe-Segunda Feira – 20:30
15/04 Passe-Segunda Feira – 20:30
22/04 Passe e Homenagem a Ogum- Segunda Feira – 20:30

Maio – 2013
06/05 Passe-Segunda Feira – 20:30
13/05 Passe e Homenagem a Preto-Velho- Seg Feira-20:30
20/05 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30

Junho – 2013
03/06 Passe-Segunda Feira – 20:30
10/06 Passe-Segunda Feira – 20:30
17/06 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30

Julho – 2013
01/07 Passe-Segunda Feira – 20:30
15/07 Passe-Segunda Feira – 20:30
22/07 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30

Agosto – 2013
05/08 Passe-Segunda Feira – 20:30
12/08 Passe-Segunda Feira – 20:30
19/08 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30

Setembro – 2013
02/09 Passe e Homenagem a Baiano -Seg Feira – 20:30
09/09 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
30/09 Passe e Homanagem a Xangô – 20:30

Outubro – 2013
07/10 Passe-Segunda Feira – 20:30
14/10 Passe e Homenagem a Oxum – Seg Feira – 20:30
21/10 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30

Novembro – 2013
04/11 Passe e Homenagem Obaluaê -Seg Feira – 20:30
11/11 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/11 Passe-Segunda Feira – 20:30

Dezembro – 2013
02/12 Passe e Homenagem a Inhansã – Seg Feira – 20:30
09/12 Passe e Homenagem a Oxála (Encerramento do Ano )- Segunda Feira – 20:30

Retorno – Janeiro – 2014
20/01 Oxossi ( Homenagem e Abertura da Casa ) Segunda Feira – 20:30

Calendario Anual dos Médiuns da Casa Espirita de Oxóssi

Calendario Anual dos Médiuns da Casa Espirita de Oxossi 2013
Visite : http://www.casaespiritadeoxossi.com

Janeiro – 2013
20/01 Oxossi ( Homenagem e Abertura da Casa ) Domingo 9:00
21/01 Passe – Segunda Feira – 20:30
27/01 Esquerda – (Abertura ) Domingo – 9:00

Fevereiro -2013
04/02 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/02 Passe-Segunda Feira – 20:30
24/02 Estudo e Desenvolvimento – Domingo – 9:00
25/02 Passe-Segunda Feira – 20:30

Março – 2013
04/03 Passe-Segunda Feira – 20:30
11/03 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/03 Passe-Segunda Feira – 20:30
24/03 Estudo e Desenvolvimento – Domingo – 9:00
Abril – 2013
08/04 Passe-Segunda Feira – 20:30
15/04 Passe-Segunda Feira – 20:30
22/04 Passe e Homenagem a Ogum – – Segunda Feira – 20:30
28/04 Estudo e Desenvolvimento Esquerda – Domingo – 9:00

Maio – 2013
06/05 Passe-Segunda Feira – 20:30
13/05 Passe e Homenagem a Preto-Velho- Segunda Feira – 20:30
20/05 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
26/05 Estudo , Desenvolvimento e Homenagem Egunitá e linha do Oriente – Domingo – 9:00
Junho – 2013
03/06 Passe-Segunda Feira – 20:30
10/06 Passe-Segunda Feira – 20:30
17/06 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
23/06 Estudo e Desenvolvimento – Domingo – 9:00

Julho – 2013
01/07 Passe-Segunda Feira – 20:30
15/07 Passe-Segunda Feira – 20:30
22/07 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
28/07 Estudo , Desenvolvimento e Homenagem Nãnã – Domingo – 09:00

Agosto – 2013
05/08 Passe-Segunda Feira – 20:30
12/08 Passe-Segunda Feira – 20:30
19/08 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
25/08 Estudo e Desenvolvimento – Domingo – 9:00

Setembro – 2013
02/09 Passe e Homenagem a Baiano -Segunda Feira – 20:30
09/09 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
22/09Estudo, Desenvolvimento e Homenagem Cosme e Damião – Domingo – 9:00
30/09 Passe e Homanagem a Xangô – 20:30

Outubro – 2013
07/10 Passe-Segunda Feira – 20:30
14/10 Passe e Homenagem a Mamãe Oxum – Segunda Feira – 20:30
21/10 Passe Esquerda – Segunda Feira – 20:30
27/10 Estudo,Desenvolvimento e Homenagem a Boiadeiro – Domingo – 9:00

Novembro – 2013
04/11 Passe e Homenagem Obaluaê -Segunda Feira – 20:30
11/11 Passe-Segunda Feira – 20:30
18/11 Passe-Segunda Feira – 20:30
24/11Estudo e Desenvolvimento Esquerda ( Encerramento) – Domingo – 9:00

Dezembro – 2013
02/12 Passe e Homenagem a Inhansâ – Segunda Feira – 20:30
08/12Estudo, Desenvolvimento e Homenagem a Iemanjá – (Encerramento ) Domingo – 9:00
09/12 Passe e Homenagem a Oxála (Encerramento do Ano )- Segunda Feira – 20:30

Retorno – Janeiro – 2014
20/01 Oxossi ( Homenagem e Abertura da Casa ) Segunda Feira – 20:30
26/01 Esquerda – (Abertura ) Domingo – 9:00

Observação:
Atenção aos Médiuns que nas Datas com Homenagens a Orixás e Linhas de Trabalho é necessário levar Flores, Frutas e se necessário e permitido suas bebidas rituais, para assim enfeitar, oferendar e fortalecer a corrente de trabalho da Casa Espírita de Oxóssi.

Xangô, faz justiça com suas orações

Xangô, orixá da justiça, seu campo preferencial de atuação são as areas que necessitam da aplicação da justiça divina para se resolverem; seu fogo divino consome tudo e a todos que desvirtuam e deterioram a justiça da Terra e dos Céus pedir a Xangô algo que necessita sera atendido caso mereça e seja realmente justo e necessário.
Pai Xangô também é sincretizado como Pai Jeronimo,São João Batista e São José e São Judas Tadeu.
Vale lembrar que todos esses sincretizados, foram missões espirituais que pela força de Xangô cumpriram missões divina em seu nome,Xangô é o Elo de Deus que representa a Justiça Divina.

O quarto Trono Assentado na Coroa Divina, é o Trono da Justiça Divina, tendo assentado no seu pólo positivo XANGÔ e no seu pólo negativo EGUNITÁ.

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e equidade, Xangô é o fogo e irradia o calor que coloca os seres em movimento, é o calor que aquece os fluídos e permite que os processos genéticos se desdobrem e a vida aconteça de forma justa e equilibrada, mas ele é o fogo da justiça que anima os seres e faz com que cada um respeite os limites alheios.

A linha Natural da Justiça, como vimos é formada por Xangô e Egunitá, o seu elemento é o fogo, é o Trono Natural do Fogo Divino, Xangô é irradiante, e Egunitá é cósmica.

A linha da justiça se polariza com a linha da Lei (eólica por excelência) Ogum e Iansã.

Logo, Xangô (fogo) se polariza com Iansã (ar) e Egunitá (fogo) se polariza com Ogum (ar) criando duas linhas mistas ou duas linhas regentes da nossa Umbanda.

Xangô é o Orixá natural da Justiça, e está assentado no pólo positivo da linha do fogo Divino, portanto seu elemento é o fogo, seu magnetismo é irradiante e ele é um Orixá Universal.

Xangô se projeta do pólo positivo da linha do fogo Divino e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de Forças da Justiça Divina.

Estes sete Xangôs intermediários são Orixás Naturais, regentes de níveis vibratórios, são multidimensionais e irradiadores das qualidades, atributos e atribuições do Orixá Maior Xangô, aplicando os aspectos positivos da Justiça Divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos que são os aplicadores do aspecto negativo, na Umbanda quem lida com os Xangôs cósmicos são os Exus e Pomba-giras, vamos nos ater aos Xangôs dos pólos positivos que formam hierarquias de orixás intermediadores que pontificam as linhas de trabalho espirituais.

Todo orixá intermediário e todo orixá intermediador têm nomes mântricos que não podem ser abertos para o plano material, por isso adotam nomes simbólicos como: Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, Xangô dos Tempos, etc…, mas quem usa esses nomes são os orixás intermediadores que foram humanizados e comandam linhas de caboclos que se manifestam na Umbanda, ficando claro que os Xangôs intermediadores são os seres naturais ou espíritos reintegrados às hierarquias naturais.

O sincretismo na Umbanda com a Católica é representado por São Jerônimo, como também por São João Batista, São Pedro e São Paulo, muito justo o sincretismo pois os mesmos são eternos defensores da Lei Divina.

Oferendas: Vela branca, vela marrom e vermelha, cerveja escura, vinho tinto e licor de Ambrósia, quiabo, caqui, manga rosa e mamão.

Iansa – Guerreira das Ventanias que alimentam o Fogo Divino

Quando se trata de Iansa se trata de Lei e Fogo purificadores do Universo e de seus filhos demandados da Umbanda. Iansa é Ordem Iansa é Fogo.

O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.

Estando assentado no pólo positivo Ogum que é Orixá Universal, passivo pois suas irradiações magnéticas são retas, Iansã está no pólo negativo e é ativa pois suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.

Iansã é aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios, atua preferencialmente no emocional dos seres, ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos de onde evoluirão de forma menos emocional.

È interessante lembrarmos que a linha natural da Justiça se completa com a linha natural da Lei. Justiça linha ígnea, Lei linha eólica, a justiça para ser aplicada precisa da lei, ou seja, o fogo precisa do ar para se expandir, seja para aquecer ou para consumir.

Portanto são formadas duas linhas elementares: Xangô e Iansã, Ogum e Egunitá, em postagens anteriores já nos reportamos a estas linhas e as explicamos, quando falamos de Xangô, de Egunitá e de Ogum.

Vale lembrar que na linha elementar da justiça, Iansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.

Iansã aplica a lei na linha da justiça, uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-lei e com seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para então redirecioná-lo numa outra linha de evolução.

Iansã através de suas irradiações intensifica o mental, diminuindo o seu magnetismo e estimula o emocional, acelerando as suas vibrações, o que torna o ser mais emotivo e mais facilmente redirecionado, mas se com isso o ser não se reconduz à linha reta da evolução, então uma das sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.

Iansã tem vinte e uma Iansãs intermediárias, as quais explicamos abaixo:

Sete atuam nos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei, segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá planetária Iansã.

Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da Orixá planetária Iansã.

Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde regidas pelos princípios da Lei, ou direciona os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direciona para as faixas vibratórias negativas.

Ao todo vinte e uma orixás Iansãs intermediárias nas sete linhas da Umbanda.

Como seu campo de atuação preferencial é o religioso não é de se estranhar que a Iansã intermediária da linha da Fé seja confundida com Oiá (Orixá Cósmica da linha da Fé), pois a Iansã do Tempo envia para o tempo, os eguns fora-da-lei no campo da religiosidade, onde nos campos de Oiá (Orixá do Tempo) eles serão esgotados.

Antes de enviá-los ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só os enviando para serem esvaziados totalmente, quando vê que um esgotamento total em todos os seus sentidos é necessário, e isto o Tempo faz muito bem.

Iansã bale ou do bale ou das almas, é outra intermediária da nossa mãe maior Iansã, Iansã Bale atua contra os seres que desrespeitaram as leis de sustentação da vida, como vida é geração, e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia para os domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida dos seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina, logo seu campo escuro de atuação localiza-se nos domínios do Orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.

Também temos outras Iansãs intermediárias bastante conhecidas como: Iansã Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura), as outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros Orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:

Iansã do ar, Iansã cristalina, Iansã mineral, Iansã vegetal, Iansã Ígnea, Iansã Telúrica e Iansã Aquática.

No sincretismo religioso com a Igreja Católica ela é representada por Santa Bárbara, a Santa que lutou até o fim para ter o direito de ser Cristã.

Tudo aconteceu em Nicomédia no princípio do século IV, na época do imperador Maximiliano, seus pais eram pagãos fanáticos, e sua família tinha grande posse, seu pai que tinha uma adoração descomunal pela filha tinha para a mesma planos de casá-la com alguém da nobreza, Santa Bárbara já convertida ao cristianismo em segredo, recusou-se ao casamento, dizendo que entregava sua virgindade ao mestre Jesus, então para castigá-la, o pai a prendeu em uma torre, indo viajar, ao retornar a filha se manteve no mesmo propósito, então seu amor descomunal transformou-se em grande ódio, e a entregou para as autoridades.

Santa Bárbara foi presa e torturada a mando do juiz, foi vítima das mais cruéis torturas, contudo não só se mantinha na fé como também as feridas se curavam rapidamente, então o juiz a condenou a morte, e seu próprio pai fez questão de executar a sentença, atirou-se contra a filha que se postou de joelhos em posição de oração, o pai então decepou-lhe a cabeça. No mesmo instante uma tempestade se formou e um raio o atingiu, sendo morto imediatamente.

Como vimos Santa Bárbara foi uma guerreira da fé, nada mais justo o sincretismo com a nossa querida mãe Iansã.

Oferendas: velas brancas, amarelas e vermelhas, champanhe branca, licor de menta, anis ou de cereja, rosas e palmas amarelas, tudo depositado em campo aberto, pedreiras, beira mar, cachoeiras, etc…

Oxalá pai de todos nós

Oxalá, Orixá Maior de nossa Umbanda, sustentador de nossa fé.

Oxalá é o Trono da Fé, está assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e em todos os seres.

Na Umbanda, assume um papel primordial em paralelismo com Nosso Senhor Jesus Cristo no catolicismo .

Nos altares dos templos umbandistas a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo é colocada representando o Trono da Fé, sincretismo esse muito justo uma vez que Nosso Senhor Jesus Cristo é um trono intermediário da fé, Ele humanizou–se para ensinar as Leis de Deus, difundindo a fé em Deus Pai Todo Poderoso, é sustentador de muitas religiões existentes na Terra, as leis que ele ensinou são as leis de Deus Pai, portanto as mesmas que Oxalá exige de seus filhos.

Os Atributos de Oxalá são cristalinos, pois é através da essência cristalina que suas irradiações nos chegam, imantando e despertando em nós o sentimento da fé. Todo Trono tem dois pólos, Oxalá é o positivo e seu pólo negativo é Oia, Oxalá irradia a fé, enquanto Oia absorve as irradiações desordenadas de fé vibradas por religiosos desequilibrados. Enquanto ela se contrapõe a ele porque a sua atuação é absorver as energias de fé desequilibradas, Oxalá irradia fé o tempo todo para todos.

As atribuições de Oxalá são amparar todos os seres nos mistérios religiosos da fé, quando o ser está voltado para o materialismo e as paixões desenfreadas, infelizmente não raro entre os espíritos encarnados, ele não consegue absorver as energias se afastando da luminosidade entrando nos domínios gélidos de Oia, a Senhora do Tempo, e dos eguns negativados nos aspectos da fé, onde terão que esgotar suas energias negativas.

As oferendas para Oxalá são entre elas velas brancas, flores, frutas e mel.

Ofertadas em campinas, bosques, jardins floridos, praias limpas, etc..

Já o pólo negativo Oia não se abre para o plano material e não são invocados e nem oferendados.

Oxalá , orixa da fé que é seu campo preferencial de atuação, a religiosidade dos seres é regido por Oxalá, mas não unicamente a esta area.
Oxalá é tambem reconhecido como Jesus Cristo no catolicismo, sendo assim Jesus um corpo que possuiu a imensa energia de Deus, seu elo de fé dos seres, claramente foi o maior propagador de fé pela humanidade.
Oxála e Jesus Cristo são unicamente os mesmo seres, sendo Jesus uma missão terrena desta força e Oxalá.
Saudação na umbanda: Epa Babá

Fé aos filhos de Fé.

Boiadeiros da Umbanda – A luta verdadeira e justa

Saudação : “Getruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro”
São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda.
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.
O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão.

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.

Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).


E sobre os Caboclos Boiadeiros

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.
Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.
Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste.

Marinheiros – È no balanço do mar que a vida vem a florar

Saudação:TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!!

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.
Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua), e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.
Seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre alguns marinheiros e os Exus na ora da gira, pois alguns Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.
Linha ou falange dos marinheiros tem sua origem na linha de Iemanjá e são chefiados por uma entidade conhecida por Tarimá. São espíritos de pessoas que em vida foram marinheiros.
São muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos, por esse motivo a sua evocação não é muito freqüente, o plano espiritual superior os evoca para descarga pesada do templo, desta forma a eles podemos pedir coisas simples, eles não são muito dados a falar ou dar consultas.
A descarga de um terreiro uma vez efetuada será enviada ao fundo mar com todos os fluidos nocivos que dela provem. Os marinheiros são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo, ou ainda, próximo aos seus freqüentadores.
Nunca andam sozinhos, quando em guerra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido. Alguns representantes mais conhecidos:
Maria do Cais
Chico do Mar
Zé Pescador
Seu Marinheiro Japonês
Seu Iriande
Seu Gererê
Seu Martim Pescador

Da linha do Povo D’água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação, porém, eles não bebem em excesso.

Vem com seus bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães de barco.
Nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como Marinheiros que são, consideram que ter objetos pertenecentes ao mar traz má sorte, a exceçao dos búzios (que não consideram como adornos, e sim como símbolo de dinheiro). Este povo recebe as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia.

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.
Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”. A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.
Seus integrantes se apresentam com a aparencia de marinheiros e pescadores, gente acostumada a navegar. Representam o homem do mar, bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção. São alegres e encaram os problemas de um ponto de vista simples. Caminham balançando-se de um lado para o outro, como se estivessem mareados. Bebem de tudo, pois na hora de beber nada recusam, fumam também de tudo: cigarros de palha, cigarros, cigarrilhas e até cachimbo.
Se relacionam com os amores ilícitos, passageiros e encontros esporádicos com amantes. Também se pede a eles que nos protejam nas viajens pelo mar e que nada de mal nos ocorra. Como qualquer outra entidade de umbanda dão conselhos.
As mulheres deste povo representam as mulheres que trabalham nas cercanias dos portos exercendo a prostituição e servindo bebidas nos bares, onde se juntavam para beber os Marinheiros, Malandros e Ciganos, realizando seus negócios e muitas vezes comprando o contrabando trazido nos barcos.
Marinheiros no Catimbó

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.
Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como marujeiros. Quase sempre se apresentam bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça.

Pretos-Velho paz e humildade

Saudação : Adorei as Almas.
História
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.
Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.
Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:
Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.
No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.
Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.
A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três “pês”: Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A “macumba” era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).
Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.
A Legião de espíritos chamados “Pretos-Velhos” foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.
Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.
Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.
Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.
Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece.
O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O Nomes dos Pretos-Velhos
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.

As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola).
O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.
No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.

Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).

Atribuições
Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação
Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.
Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Pretos-Velhos.
Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: “então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???”.
Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda.
O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.

A Mensagem dos Pretos-Velhos
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: “Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade”.
Essa é a sabedoria dos Pretos-Velhos…
Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida:
“Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” (Pai Cipriano).

Características:

Linha e Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

Dia da semana: Segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Cor representativa: preto e branco;
Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.

Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Cozinha Ritualística

Tutu de feijão preto

Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de Tapioca

Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha.
Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

Formas Incorporativas E Especialidade Dos Pretos-Velhos:

Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc…) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).
É possível ver Pretos-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, e apenas com movimentos dos ombros quando sentados.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas.
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.
Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

Pretos-Velhos De Ogum
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

Pretos-Velhos De Oxum

São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.

Pretos-Velhos De Xangô
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos-Velhos De Iansã
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos-Velhos De Oxossi

São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.

Pretos-Velhos De Nanã
São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.

Pretos-Velhos De Obaluaiê
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaiê, e este é o “dono das almas”, esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos-Velhos De Yemanjá
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Pretos-Velhos De Oxalá
São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos.
Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.

Ciganos – A sabedoria da natureza e das ruas

Os Ciganos


Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro. O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual.
Existe uma argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos, ou por médiuns não ciganos; e, que se assim o fizessem, deveriam fazê-lo no idioma próprio de seu povo. Isso é totalmente descabido e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade e sua doutrina evangélica, limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano, pretendendo carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que levaria grande prepotência discriminatória.
Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mal e trazendo uma contribuição inesgotável aos Homens, claro que dentro do critério de merecimento. Tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Aqueles que trabalham na vibração de Exu, são os Exus Ciganos e as Pombo-Gira Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores.
Embora encontremos no plano positivo falanges chefiadas por ciganos em planos de atuação diversos, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Trabalham dentro da parte espiritual da Umbanda com uma vibração oriental com seus trajes típicos e graciosos, com sua cultura de adivinhações através das cartas, leituras das mãos, numerologia, bola de cristal e as runas.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória e de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, prática muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Alguns dos incensos e suas funções astrais:

Madeira Para abrir os caminhos
Almíscar Para favorecer os romances
Jasmim Para o amor
Lótus Paz, tranqüilidade
Benjoim Para proteção e limpeza
Sândalo Para estabelecer relação com o astral
Mirra Incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.
Laranja Para acalmar alguém ou ambiente.

Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferência ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar deverá sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.
Para o cigano de trabalho, se possível, deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do cigano, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca ou da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce (ou outra bebida de sua preferência).

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de prata, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Povo Cigano

Os ciganos são verdadeiros andarilhos, livres e alegres. Sua origem é indiana, mas surgem dos mais variados lugares com uma descendência infinita, ao ponto em que seria impossível de citar todas. Os mais conhecidos vieram da Espanha, Portugal, Hungria, Marrocos, Argélia, Rússia, Romênia e Iugoslávia. Carregam consigo seus costumes, características e tradições.

Origem
Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado pelo alemão Pott, o grego Paspati, o austríaco Micklosicyh e o italiano Ascoli. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos.
A maior parte dos indianistas, porém, fixa a pátria dos ciganos no noroeste da Índia, mas os indianistas modernos, têm tendência a não considerá-lo um grupo homogêneo, mas um povo viajante muito antigo, composto de elementos diversos, alguns dos quais poderiam vir do sudeste da Índia.

Diáspora Cigana
A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Mas a origem indiana dos ciganos é hoje admitida por todos os estudiosos, não havendo dúvidas quanto ao que diz respeito à língua e à cultura.
A maioria, igualmente, os ligam à casta dos párias. Isso em parte por causa de seu aspecto miserável, que não se deve a séculos de perseguição, pois foi descrito bem antes da era das perseguições. Também por causa dos empregos subalternos e das profissões geralmente desprezadas na Índia contemporânea pelos indianos que lhes parecem estreitamente aparentados.

A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades.

Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza.
Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egypicios. A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).
Dos preconceitos á discriminação, até chegar as perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.
Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenham sido eliminados durante o regime nazista. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco.
Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo. Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: “De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz… Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra”.
Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os “ciganólogos” definem como “Ciganos que permaneceram na pátria”. Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos.
Os primeiros ciganos vieram para o Brasil no século XVI, trazidos pela corte real de D. João VI para divertir a comitiva; sendo eles: cantores, músicos e dançarinos.
Kalon é o nome de uma tribo cigana que veio de Portugal e da Espanha com sua música flamenca. Outras tribos ou grupos foram os Rom vindos da Iugoslávia, Romênia e Hungria. A tribo Cósmica e Kiev vieram da Rússia. Existem mais de 50 tribos no mundo.
Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos.
Deve-se salientar que estes dados são aproximados, pois na ausência de censos, esses se baseiam em fontes de informação nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenientes da vizinha antiga Iugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do leste europeu. Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balcãs.
Um dos nomes mais freqüentemente dados aos ciganos era o de Egypcios. Por que esse nome? Por que os títulos de duque ou conde do Pequeno Egito adotados com freqüência pelos chefes ciganos? Uma crônica de Constâncio menciona os “Ziginer”, que visitam, em 1438, a cidade de uma ilha “não distante do Pequeno Egito”. Um dos principais centros na Costa do Peloponeso encontrava-se ao pé do monte Gype, conhecido pelo nome de Pequeno Egito.
Pode-se perguntar por que o local era chamado de Pequeno Egito. Não seria justamente por causa da presença dos Egypicios? O certo é que não pode se tratar do Egito africano. O itinerário das primeiras migrações ciganas não passa pela África do Norte. O geógrafo Bellon, ao visitar o vale do Nilo no século XVI, encontra, diz ele, pessoas designadas de Egypicios na Europa, pessoas que no próprio Egito eram consideradas estrangeiras e recém-chegadas.
Nenhum argumento histórico ou lingüístico permite confirmar a hipótese de algum êxodo dos ciganos do Egito, ao longo da costa africana para ganhar, pelo sul, a Península Ibérica. Ao contrário, os ciganos chegaram à Espanha pelo norte, depois de terem atravessado toda a Europa.
O cigano designa a si próprio como Rom, pelo menos na Europa (Lom, na Armênia; Dom, na Pérsia; Dom ou Dum, Síria) ou então como Manuche. Todos esses vocábulos são de origem indiana (manuche, ou manus, deriva diretamente do sânscrito) e significam “homem”, principalmente homem livre. “Rom” e “Manuche” se aplicam a dois dos principais grupos ciganos da Europa Ocidental. Uma designação logrou êxito, a de uma antiga seita herética vinda da Ásia Menor à Grécia, os Tsinganos, dos quais subsistia – quando da chegada dos ciganos à terra bizantina – a fama de mágicos e adivinhos.
Os gregos diziam Gyphtoï ou Aigyptiaki; os albaneses, Evgité. Depois que partiram das terra gregas, ficou-lhes esse nome, sob diversas formas. O nome Égyptien era de uso corrente na França do séc. XV ao XVII. Em espanhol, Egiptanos, Egitanos, posteriormente Gitanos (de onde surgiu Gitans em francês); às vezes em português Egypicios; em inglês Egypcians ou Egypcions, Egypsies, posteriormente Gypsies; em neerlandês, Egyptenaren, Gipten ou Jippenessen.

Língua
A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia que, pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito, eles não permitem sua divulgação e tradução para que os Gadjoes (não-ciganos) não conheçam seus segredos. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri.
No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram.
Outros dialetos como o Caló também são usados por alguns grupos.

Vamos Falar Romani?

Acans olhos Marrão pão
Aruvinhar chorar Mirinhorôn viúva
Bales cabelos Naçualão doente
Baque sorte, fortuna, felicidade Nazar flor
Bato pai Paguicerdar pagar
Brichindin chuva Panin água
Cabén comida Paxivalin donzela
Cabipe mentira Querdapanin português
Cadéns dinheiro Quiraz queijo
Calin cigana Raty sangue
Calon cigano Remedicinar casar
Churdar roubar Ron homem
Dai (ou Bata) mãe Runin mulher
Dirachin noite Sunacai ouro
Duvêl Deus Suvinhar dormir
Estardar prender Tiráques sapatos
Gadjó não cigano Trup corpo
Gajão brasileiro, senhor Urai imperador ou rei
Gajin brasileira, senhora Urdar vestir
Jalar ir embora Vázes dedos ou mão
Kachardin triste Xacas ervas
Kambulin amor Xinbire aguardente
Lon sal Xôres barbas

Religião
Os ciganos, ao deixarem a Índia, não carregaram suas divindades. Eles possuíam na sua língua apenas uma palavra para designar Deus (Del, Devel). Eles se adaptaram facilmente às religiões dos países onde permaneceram. No mundo bizantino, tornaram-se cristãos. Já no início do século XIV, em Creta, praticavam o rito grego. Nos países conquistados pelos turcos, muitos ciganos permaneceram cristãos enquanto que outros renderam-se ao Islã. Desde suas primeiras migrações em direção ao Oeste eles diziam ser cristãos e se conduziam como peregrinos.
A peregrinação mais citada em nossos dias, quando nos referimos aos ciganos, é a de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue (sul da França). Antigamente era chamada de Notres-Dames-de-la-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na grande peregrinação cristã de 24 e 25 de maio, tão popular desde a descoberta no tempo do rei René, das relíquias de Santa Maria Jacobé e de Santa Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uma praia vizinha.
Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexarão mais tarde como sua compatriota e padroeira.
A origem do culto de Santa Sara permanece um mistério e foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual à Camargue.
Muitas ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.
Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) “Lilá Romai: Cartas Ciganas”, escrito por Mirian Stanescon – Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: “Dalto chucar diklô” (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar.


Santa Sara Kali

Sara é um referencial de fé e de amor. É uma mensageira de Jesus Cristo. É um farol de luz para aqueles que estão perdidos. É o perfume que segue os ciganos na liberdade das estradas. É a Padroeira dos ciganos nos quatro cantos do mundo.
O Santuário de Santa Sara Kali está localizado na Igreja de Notre Dame de La Mer, cidade provençal de Saint-Marie-de-La-Mer, no sul da França. Todos os anos, ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio.
Existem várias versões com as lendas de Santa Sara Kali. Entre os anos 44 e 45, por causa das perseguições cristãs, pela ira do Rei Herodes Agippa, alguns discípulos de Jesus Cristo foram colocados em embarcações, entregues à própria sorte. Em uma dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara uma cigana escrava, foram atirados ao mar. Milagrosamente a barca, sem rumo, atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saint-Marie-de-La-Mer, na França.
Segundo a lenda, as três Marias, em desespero em alto mar, sem esperanças de sobreviver, choravam e rezavam o tempo todo. Sara, ao ver o sofrimento das amigas, retirou o diklô (lenço) da cabeça e chamou por Kristesko (Jesus Cristo), fazendo um juramento ao Mestre, no qual Sara tinha fervorosa fé. A cigana prometeu que, se todos se salvassem, ela seria escrava do Senhor e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito.

O diklô é um simbolismo forte entre os ciganos. Significa a aliança da mulher casada em sinal de respeito e fidelidade. Santa Sara protege as mulheres que querem ser mães e sente dificuldades em engravidar. Protege, também, os partos difíceis. Basta ter fé na sua energia.

Tradições

Casamento
No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização.
Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias. O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece a pessoa é excluída do grupo (embora um cigano possa casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas).
É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. A grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização para os pais do noivo. No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada.
Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.

O primeiro dia
Algumas particularidades distinguem e dão a um casamento cigano o seu caráter específico. A festa de casamento é prevista para durar de dois a vários dias, reunindo ciganos de todas as partes do país, e mesmo do exterior, pois os convites são dirigidos aos membros da comunidade em geral.
As despesas das festas de noivado e de casamento, incluindo sua organização e o vestido de noiva, são de responsabilidade da família do noivo. Os preparativos do banquete de casamento ocorrem na residência dos pais dos noivos. Num esforço comunitário, com a participação dos parentes mais próximos do noivo – homens e mulheres envolvidos – são preparados os pratos típicos da festa.
No dia do casamento na igreja, antes de todos partirem para a cerimônia, ocorre uma seqüência de eventos, agora na casa da noiva. Esta já está pronta, vestida de branco, quando chega a família do noivo, dançando ao som de músicas ciganas.
Na sala de jantar, onde já está disposta a mesa com diversas comidas e bebidas, os homens se sentam. De um lado da mesa, a família do noivo. Do outro, a da noiva. A conversa acontece em romani, as mulheres permanecem à volta. É simulada uma negociação – a compra ritual da noiva. Moedas de ouro trocam de mãos. Em seguida, abrem uma garrafa de bebida, envolvida em um pano vermelho bordado, que os homens à mesa bebem – a proska .
Surge então a noiva, vestida de branco, pronta para a Igreja. Mais música e agora a noiva dança com o padrinho, ainda na sala de jantar/estar. Em seguida, todos saem para se dirigirem à igreja. O cortejo com as famílias seguindo, e apenas o noivo não estava presente, pois aguarda na igreja. Lá, a cerimônia é convencional, exceto pelos trajes dos convidados e padrinhos vestidos com as tradicionais roupas ciganas, e a profusão de jóias. Apenas algumas dezenas de convidados compareceram à cerimônia religiosa, considerada mais íntima.
O momento seguinte do casamento ocorre no acampamento onde um conjunto garante a animação musical da festa. Desde o início, danças em círculo e uma bandeira vermelha com o nome dos noivos. Os convidados vão chegando aos poucos, juntando-se às danças, enquanto duas grandes mesas, são arrumadas. No banquete, homens e mulheres ficarão separados, em lados opostos.
A festa vai chegando ao fim quando a noiva a deixa, juntamente com a família do noivo, à qual passa a pertencer. Entre a festa do primeiro dia e a que ocorrerá no dia seguinte, há a noite de núpcias do casal.

O segundo dia
A festa começa novamente no dia seguinte, agora na casa dos pais do noivo, onde o casal passa a residir. O banquete continua – agora para um número menor de convidados. No lugar do branco do dia anterior, o vermelho se sobressai na festa – nos cravos, usados pelos convidados, na decoração, na bandeira, nas roupas da noiva. Esta, recebe cada convidado, junto a uma bacia com água de onde tira cravos vermelhos, para oferecer-lhes. Em troca, recebe notas de dinheiro, geralmente de pequeno valor.
A continuação da festa de casamento, depois do primeiro dia, será toda voltada para a noiva, que é agora, uma mulher casada. Sempre acompanhada do marido, ela deixa o semblante triste que a acompanhou até este momento.

Nascimento
Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.
Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de Dy Chucô (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.

Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer às três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças. Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.

O cigano preserva muito a sua sorte. Existem várias crenças para mantê-la, da vida uterina até a morte. Diariamente a gestante cigana faz um ritual simples para que a criança ao nascer tenha sorte: ao avistar os primeiros raios de sol, passa a mão em sua barriga; da mesma forma, logo que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gesto, desejando sorte e felicidade para o bebê. Esta é a forma dela saudar as forças da natureza e pedir-lhe as bênçãos de suas luzes para a vida que já existe em seu ventre.
No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogando moedas e jóias de ouro e pétalas de rosas em sua água, para que o filho ou filha conheça sempre a fartura, a prosperidade e a riqueza.
Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos:
“E juli que naila chavê thi sporil e vitza”
( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive);
“Mai falil ek chau ano dy, dikê ek gunô perdo galbentça”
( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);
“Nai lovê anê lumia thie potinás ek chau”
( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).
Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora amando-se, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento.
A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.

Família
A família é sagrada para os ciganos. Os filhos normalmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da prática de esmolar e da leitura de mãos. Os homens, atingida uma certa idade, são freqüentemente iniciados em outras atividades como acompanhar o pai às feiras para ajudá-lo na venda de produtos artesanais. Além do núcleo familiar, a família extensa, que compreende os parentes com os quais sempre são mantidas relações de convivência no mesmo grupo, comunhão de interesses e de negócios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as famílias vivem em lugares diferentes.
Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.
Além da família extensa, há entre os Rom um conjunto de várias famílias (não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo e ao mesmo subgrupo. O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se reconhecer o respeito existente com os mais velhos, aos quais sempre recorrem. Entre os Rom a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que preside a kris. A kris é um verdadeiro tribunal cigano, constituído pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando se deve resolver problemas delicados como controvérsias matrimoniais ou ações cometidas com danos para membros do mesmo grupo.

Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar, e a decisão unilateral cabe aos membros anciães designados, presididos pelo krisnítori, que após haver escutado as partes litigantes, decidem, depois de uma consulta, a punição que o que estiver errado deverá sofrer.
Recentemente, a controvérsia se resolve, em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que pode chegar a vários milhares de dólares; no passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em penas corporais.

Morte
No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto.
Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro a travessia do grande rio que separa a vida da morte. Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra.
Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto. As Pománas são feitas periodicamente até completar um ano de morte.
Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.

Narguilê
Uma das tradições mais antigas dos ciganos na Turquia é o narguilé (hookah ou shisha, como é conhecido no Egito), que homens e mulheres têm imenso prazer em fumar. O narguilé iniciou toda uma nova cultura que durou por muitos e muitos anos. Até hoje o narguilé oferece divertimento a uma diferente casta de fumantes.

O utensílio original veio da Índia, primitivo e feito com a casca do coco. Sua popularidade se estendeu até o Irã e, de lá, para o resto do mundo Árabe.
O narguilé consiste de 4 peças: AGIZLIK (bocal), LÜLE (topo do narguilé), MARPUÇ, (o cano), e GÖVDE (corpo do cachimbo, que é preenchido com água). Todas as peças eram produzidas por artesãos. O jarro de vidro onde se coloca a água, geralmente era decorado com motivos florais, sendo alguns feitos em prata e outros em cristal; Os bocais de âmbar, não continham germes.
Nem todos os tabacos eram qualificados para o uso no narguilé e apenas o escuro, importado do Irã, encontrava preferência entre os usuários do narguilé. Este tabaco era lavado muitas vezes antes do uso e era extremamente forte. Só se usava carvão feito de carvalho sobre esse tabaco. Alguns fumantes profissionais usavam certas frutas como cerejas ou uvas no seu “goude”, apenas para apreciar o movimento que elas criavam na água. Outras pessoas apreciavam adicionar suco, romãs, ou óleo de rosas para dar sabor a sua água.

Música e Dança
Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam.
Exibem sua dança, bailando ao som dos violinos e acordeões. Assim são as graciosas e faceiras ciganas, que encantam com seus mistérios, com suas saias rodadas, seus lenços coloridos, pandeiros enfeitados com fitas e suas castanholas.
Os ciganos dançam com seu porte elegante, transmitindo a todos serenidade e dignidade. Seu ritual é a dança do fogo, bailando ao redor da fogueira até o dia amanhecer, transmitindo a todos sua alegria e proteção de sua padroeira Santa Sara Kali, que faz da liberdade sua religião.

Comidas Ciganas

Armiana Salada de alface (em rodelas) com champignon; queijo de cabra, cenoura, beterraba (em pedaços) e beringela frita (em tiras). Enfeitada com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.
Assados Pernil de carneiro (Bakró); Pernil de leitão (Baló); Cabrito frito com arroz e brócolis (ou lentilha ou nozes); e/ou roletes de carne bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo) e tomate.
Brynza Queijo de cabra (cru ou frito).
Chivuiza Destilado à base de trigo (espécie de aguardente).
Civiaco Torta salgada ou doce.
Manouche Feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e de ossos de pernil de porco, alhos-porós em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros com casca, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino (moída na hora) à gosto; arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
Goulash Cozido de arroz, batata, pedaços de carne bovina e páprica ardida.
Malay Pão de milho.
Manrô/Lolako Pão redondo de Farinha de Trigo.
Mamalyga Polenta.
Naut Grão de Bico com lingüiça.
Paprikach Costela defumada (bovina ou suína) e bacon ao molho vermelho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozidas (na casca) e páprica doce.
Papuchá Pirão de Milho.
Sifrite Ponche de Frutas com Champanhe, Vinho e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosa
Sarmá Arroz com lentilha, carne seca desfiada e nozes.
Sarmy/Salmava Charutos ou Rolinhos feitos em folhas de repolho recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado; e/ou em folha de uva com recheio de bacalhau.
Varensky Pastel cozido podendo ser doce (recheado com uva) ou salgado (recheado com batata ou queijo de cabra).
Tchaio/Kavi Chá Cigano feito com Chá Preto ou Mate com pedaços de frutas (maçã: felicidade; uva fresca: prosperidade; uva passa ou ameixa: progresso; morango: amor; damasco: sensualidade; pêssego: equilíbrio pessoal; limão: energia positiva e purificação da alma). Fazer o chá em água fervente e deixar amornar. Colocar as frutas maceradas, misturar bem, coar e beber.

Samovar
Feitos de diferentes metais como cobre, ferro ou prata, seguindo as mais diversas tendências artísticas, os Samovars se tornaram um símbolo da hospitalidade Russa e da prosperidade da família, com o tempo emergiu um complexo ritual de preparação e degustação de chá, sempre servido pela anfitriã ou por sua filha mais velha.


Magias Ciganas

Para Tirar O Máximo Proveito De Uma Viagem
Para garantir isso, sempre antes de sair fazem um brinde com vinho branco e mel. Quem fica deve beber metade da taça, simbolizando que o resto ficará para ser bebido na volta. E aquele que parte bebe metade e atira metade na terra, para pedir sorte.

Para O Sucesso De Uma Viagem De Negócios
Em tudo que fizer durante a viagem, relacionado ao objetivo dela, quando precisar assinar seu nome, antes de mais nada, trace uma cruz no local a ser assinado, com a ponta da caneta, sem toar a superfície do papel.

Para Viajar Em Paz
Se você vai mudar de residência ou viajar, verifique na parede onde fica a cabeceira de sua cama, se não está deixando ali nenhum prego torto ou parafuso mal colocado. Retire os pregos e fixe os parafusos, depois pode viajar em paz.

Para Afastar A Má Sorte
Qualquer cigano que tenha um mínimo de conhecimento das tradições recusará, quando em viagem, qualquer prato que lhe seja servido que contenha pés de galinha ou de qualquer outra ave. Para os ciganos, a maneira como essas aves se alimentam, ciscando para trás, dá azar.

Encontrar O Amor
Utilizada pelos casais para reforçar o amor e fortalecer a união. Após o casamento e no momento de sair em viagem de lua-de-mel, o homem presenteia sua esposa com um botão de cravo vermelho. Ela, em contrapartida, deve receber o botão com a mão esquerda e, com a direita, ofertar um botão de rosa vermelha ao homem.

Para Evitar Inimigos
Para evitar inimigos, enterrar, diante do local onde se pretende ficar, um punhal com a ponta voltada para baixo.

Para Um Breve Regresso
Assim que a pessoa partir, basta pegar a última xícara, último copo ou última caneca que ela usou e, sem lavá-la, virá-la de boca para baixo e deixar sobre um envelope de carta vazio e em branco.

Lendas

Sobre a Origem

Uma lenda cigana, passada por gerações e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um rei no passado e que se instalaram em uma cidade da Índia chamada Sind onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram, destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra…

Outra das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atendê-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.

Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos ciganos, para entreter o seu povo com música. É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval. Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.Ciganos – A sabedoria da natureza e das ruas

Exu – O Guardião e Aplicador da Lei Divina

Os Exus

Saudação : Laroye Exú ,Mojubá Pomba-gira.
Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida difícil como mulheres da vida; boêmios; dançarinas de cabaré, etc.
Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás.
Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao “Diabo” medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do “Mal”, pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens de seus “patrões”. Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações.
Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a “gira de Exus” dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc. de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Orixás), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

Exú é Mau?

Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar .
Mas por que este Orixá, irmão de Ogum, animado, gozador, alegre, extrovertido, sincero e, sobretudo amigo é comparado com demônios das profundezas macabras dos Infernos? Bem, para conhecer esta história vamos viajar para 6.000 anos atrás, até a antiga Mesopotâmia.
A Demonologia Mesopotâmica influenciou diversos povos: Hebreus, Gregos, Romanos, Cristãos e outros. Sobrevive até hoje nos rituais Satânicos que muitos já devem ter escutado e visto notícias na televisão e lido nos jornais, principalmente na Europa e EUA.
Na Mesopotâmia os males da vida que não constituíssem catástrofes naturais eram atribuídos aos demônios (No mundo atual as pessoas continuam a fazer isso). Os Bruxos, para combater as forças do mal tinham que conhecer o nome dos demônios e perfaziam enormes listas, quase intermináveis. O demônio mau era conhecido genericamente como UTUKKU. O grupo de 7 (sete) demônios maus é com freqüência encontrado em encantamentos antigos. Se dividiam em machos e fêmeas. Tinham a forma de meio humano e meio animal: Cabeça e tronco de homem ou mulher, cintura e pernas de cabra e garras nas mãos. Com sede de sangue, de preferência humano, mas aceitavam de outros animais. Os demônios freqüentavam os túmulos, caminhos (encruzilhadas), lugares ermos, desertos, especialmente à noite.

Nem todos eram maus, havia os demônios bons que eram evocados para combater os maus. Demônios benignos são representados como gênios guardiões, em número de 7 (sete), que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas, casas e palácios.
Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.
Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios.
As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.

Mas Então Quem É Exu?

Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.
Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua bebida ritual é a cachaça, mas não é permitido o uso de cachaça para ser ingerida dentro do terreiro durante as sessões, para este fim, cada um tem a sua preferência.
Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.
A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.

É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como “guardas”. Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.
Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.
Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exú.

Algumas palavras sobre os exus:

  • Tem palavra e a honram;
  • Buscam evoluir;
  • Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;
  • Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
  • Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais “Duras” que as demais Entidades;
  • São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
  • Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
  • Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e Compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados;

“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só recebi e só vi neles o Bem.”Testemunho de um Pai-de-Santo.


Exús e Kiumbas – O Combate

Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande número de espíritas crêem.
Os “diabos” ou demônios são seres mitológicos, já “desvendados” pela doutrina espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os “recupere” da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente).
São conhecidos, pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme “egrégora” formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
O baixo astral, mesmo sendo um imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.
Muitas delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o “olho por olho, dente por dente”. Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.
Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus “inimigos”. Acham que não plantam o mal, nem que a reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para “baixo”. As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns se transformam em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda provoca além da perda de energias, a perda da consciência; ficando, com isso subjugados por outros espíritos.
Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é ainda mais organizado que as organizações das trevas.

Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos “caídos”.
Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).
Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos “chefes” usam as três roupagens básicas: Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.
Outras entidades tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões.
Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões.
Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.
A Umbanda, que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Kimbanda – São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falamos em “oposto” à Lei, não queremos dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o “reino” dos Exus.
Os Exus são os “mensageiros” dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.
Os exus são considerados como “policiais” que agem pela Lei, no submundo do “crime” organizado. As “equipes” de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

Método e Atuação dos Exus

A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem “amor”, mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.
Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem “cair” nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.
Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:

Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente necessário.
Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.
Os Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: sangue, cadáveres, esperma, etc.
Por isso, seus campos de atuação são: cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.
Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um Exu, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes “terreiros”, pagarem as suas “contas” fazendo sexo com o médium “deles”. Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua.
Mas, e os verdadeiros exus deixam?
É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
Os exus permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns. Como foi dito, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados.
Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme.
Outras vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar “armadilhas” contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc.

Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho e criança) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra e tira a pessoa do apuro.
Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pomba-Gira, não rouba homem ou traz mulher para ninguém, são espíritos que conhecem o coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas conjugais e sentimentais.
Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei (de verdade) para prejudicar alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça. Mas, se você não estiver em um centro sério, e a entidade travestida ou disfarçada de Exú aceitar o seu pedido… Bom, quando esta vida terminar, e você for para o outro lado… Você será apenas cobrado!

Devemos oferendar aos exus?

Os exus, como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas.
Depois de vários “dias” trabalhando, eles se recolhem em seus “quartéis” e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc.
Quando fazemos alguma oferenda para os Exus, eles “capturam” as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e “recarregam as suas baterias”.

Mas, se o exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ?
Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalhos.

Quais elementos podemos oferendar ?
Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.)

Posso então oferecer um animal sacrificado para um exu?
Pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida para que possamos reabilitar a nossa ligação com um exu?
Creio que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos desarmonizar outro? Não há muita lógica nisso.
O sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente as “baterias” de um exu.
Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal, devemos considerar mais duas coisas:

  • Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um despacho.
  • Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que o próprio exu se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes espíritos.

Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós, sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais. Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc.
Lembremos ainda que a UMBANDA não aceita o sacrifício de animais.


As Pombo-Giras

O termo Pombo-Gira é corruptela do termo “Bombogira” que significa em Nagô, Exu.
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.
Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.
É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.
A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
A sensualidade desenfreada é um dos “sete pecados capitais” que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele “overdoses” de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas.
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para “descarregar” o ambiente deste tipo de energia negativa.
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.

Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.

Agora, eu te pergunto: o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú?
Pense e depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que te retesa o corpo e as mãos. Você não sente ódio, rancor, maldade, perversidade, desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser monstruoso que alguns pensam ser nossos irmãos Exus. Não se esqueça que Exú muitas vezes é chamado de ”Compadre”, ou seja, aquele em quem você confia tanto, a ponto de dar seu filho para batizar.
Observe que, comportamentos negativos como a agressividade e sensualidade exageradas demonstradas em determinadas incorporações podem ser derivadas do próprio médium. Se forem, o médium deve buscar conhecer e resolver o próprio problema.

Exús são demônios?

Pelo contrário… Os Exus, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem são os vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André Luiz?).
Estão acima dos princípios do bem e do mal. Tem-se que entender que “demônio” vem do grego “demo”. Termo utilizado por Sócrates para definir “espírito” e “alma”. Por sua vez, em função dos valores “do bem e do mal”, pelo fato de vivermos no mundo da forma, precisou-se estereotipar este “mal”. Na realidade, “os demônios” estão dentro de cada um.
Com relação aos espetáculos, que certas religiões mostram na televisão, com incorporação de “Exus” que dizem querer destruir a vida dos encarnados; podem até ocorrer manifestações mediúnicas, mas com certeza não são os Verdadeiros Exus da Umbanda que conhecemos. E sim os obsessores, vampirizadores e Kiumbas que usando o nome dos Exus, que os combatem, tentam marginalizá-los e difamá-los junto ao povo, que em geral não tem acesso a uma informação completa sobre a natureza dos nossos irmãos Exus.
Outro fato muitíssimo importante, que ocorre em centros não sérios, é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma Pombo-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente.
Vale lembrar que às vezes, um consulente pode ficar fascinado ou encantado com uma Pombo-gira. O que fazer então?
“Orai e vigiai” é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e transformá-las em energias salutares, em ações benéficas.

Resumindo, EXU NÃO É O DIABO!!!

Basicamente existem três correntes de pensamento, que tentam explicar o nascedouro do vocábulo “Exu”.

  • A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma corruptela ou distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.
  • A Segunda corrente assevera que o nome Exu seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos Brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exu, como sinônimo de povo banido, expatriado. Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud, originário do sânscrito, significando também povo banido.
  • A terceira corrente afirma que o nome Exu é de origem africana e quer dizer Esfera.

Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a um maior estudo no meio umbandista, os Exus são tidos, pelos que não conhecem suas origens e atribuições, como a personificação individualizada do mal, o diabo incorporado. Tal imagem é fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus o título de mensageiros das trevas.
Esta imagem pejorativa de Exu-Orixá foi erroneamente absorvida e difundida por alguns umbandistas, sobretudo aqueles que tiveram passagem por cultos africanistas, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas, com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente a outros segmentos religiosos.
Em realidade os Exus constituem-se em uma notável falange de abnegados espíritos combatentes de nossa Umbanda. São hierarquicamente organizados e realizam tarefas atinentes à sua faixa vibratória. São os elementos de execução e auxiliares dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de serem as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e anularem trabalhos de baixa magia. Ao contrário do que pensam alguns, têm noção exata de Bem e Mal. São justos, ajudando a cada um segundo ordens superiores e merecimento daquele que pede auxílio.
São os Exus que freiam as ações malévolas dos obsessores que atormentam os humanos no dia-a-dia. São os vigilantes ostensivos, a tropa de choque que está alerta contra os kiumbas, prendendo-os e encaminhando-os à Colônias de Regeneração ou Prisões Astrais.
Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos de outras religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo espetáculos circenses, galhofas, e se comportando de maneira deselegante para com os presentes, xingando-os e proferindo palavras de baixo calão. Comportamento como estes não devem ser imputados aos Exus, e sim aos Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados e que ainda não compreenderam a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos vícios, desejos e sentimentos humanos.

Os Kiumbas, para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc.
Um outro aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns “médiuns” infiltrados no movimento umbandista. Despidos das qualidades nobres que o ser humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e desarmonizam os locais de trabalhos espirituais. Tentam impressionar os menos esclarecidos com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de aguardente.
“Desincorporados”, atribuem aos Exus e Pombo-giras tais comportamentos.
Fatos como estes são afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas perniciosas que aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu verdadeiro “eu”. Estes “médiuns”, não raras vezes, acabando caindo no ridículo, ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e posterior tormento por parte dos obsessores.
Os Exus são espíritos que, como nós, buscam a evolução, a elevação, empenhando-se o mais que podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre Jesus. É bem verdade que em seu estágio inicial os Exus ainda têm um comportamento às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever de não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual.
Alguns maus-Umbandistas, que se não agem por má-fé, o fazem por falta de vontade de estudar a respeito, difundem esta visão negativa de Exu, fazendo com que os iniciantes no culto fiquem temerosos quando um Exu se manifesta.
Estes elementos prestam um desserviço à religião, promovendo o terror, a obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem os Exus à condição de espíritos interesseiros, astutos e cruéis; que são maus para uns e bons para outros, dependendo dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os melhores charutos e bebendo os melhores uísques.
A que ponto pode chegar a ignorância humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros balcão de negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema.
“Lamentável!!! Profundamente lamentável!!!”
Esta é uma das expressões que mais passam pela mente dos verdadeiros e estudiosos umbandistas ao percorrerem alguns terreiros e verificar quão distorcido é o conceito sobre a figura dos Exus. Espíritos mal compreendidos, mas que, apesar disto, continuam a contribuir eficazmente para os trabalhos de Umbanda, como humildes trabalhadores espirituais, que não medem esforços para minorar o sofrimento humano.

Caboclos- A força e sabedoria das matas

SAUDAÇÃO: “Okê Caboclo”

Caboclo: aquele que grita mais alto

Okê: montanha

O Senhor do alto das montanhas; Deus das montanhas; Orixá das montanhas.

A data de comemoração é de acordo com a vontade do Caboclo-Chefe da Tenda, sendo comum, no entanto, comemorá-los junto com a festa de Oxossi que ocorre na segunda quinzena de janeiro. No Estado da Bahia, é festejado no dia 2 de julho, no Dia do Caboclo.São entidades, espíritos que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue. Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espirituali­da­de Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, serem os Guias-Chefes dos médiuns tornando-se assim, Grandes Chefes de Terreiros.Representam o Orixá de cabeça do médium Umbandista, mas não tem propriamente uma ligação com o Orixá de cabeça, o Guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um filho de Oxossi onde assimilará a vibração de Oxossi, portanto não são donos de Coroa, pois a Coroa pertence ao Orixá e não ao Guia.São espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos, espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos.Constituem o braço forte dentro da Umbanda, trabalham muito nas sessões de desenvolvimento me­diú­nico, nas desobsessões, na solução de problemas psíquicos e materiais, nas demandas materiais e espirituais e uma série de outros serviços e atividades executados nos Terreiros.São exímios caçadores e profundos conhecedores das ervas e seus princípios ativos, muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas, pois limpam a nossa aura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos.Costumam usar, também, pem­bas, (giz de várias cores imantadas na energia de cada Orixá), velas, geralmente de cêra, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto em cima de um ponto riscado – a Grafia Sagrada, para que esse direcione o trabalho. Seus “brados”, que fazem parte de uma linguagem comum entre os caboclos, representam quase uma “senha”. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons – sempre sem exageros. Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas chamadas sessões de “mesa branca”, sem preconceito e com muita sabedoria.

Para os médiuns, é importantíssimo saber a forma de trabalho de um ca­boclo ou de qualquer Guia Espiritual, isso traz segurança e confiabi­lidade tan­to para o médium, como para o Guia refletindo automaticamente nas consultas. Conseguimos saber a sua “personalidade” de um Guia através do conhecimento de sua “origem”, “especialidade” e a “força da natureza” que o rege.

Na origem encontramos:

Caboclos da mata – Viveram mais pró­ximos da civilização ou tiveram contato com elas, são o que podemos denominar como os caboclos de espírito de médicos, cientistas, padres, etc.

Caboclos da mata virgem -Viveram mais interiorizados nas matas, sem nenhum contato com outros povos, são o que podemos denominar co­mo os caboclos de espírito de índios.

Na especialidade

Percebemos que existem Caboclos de espírito de caçador, guerreiros, feiticeiros, justicei­ros, curandeiros, rezador, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros, caracterizando suas formas de trabalho como doutrinador, demandador, cu­rador, etc.

Reconhecer a Força de Natureza que o rege é saber para qual Orixá ele trabalha. Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porem em nossa percepção compreendemos que existem Caboclos diferentes e que possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, Xangô, Oxóssi, Omulu, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã. Entendemos que, na Umbanda, os Caboclos, penetram em todas as linhas, atuando em diversas vibrações, não deixando de lado o Grande Orixá Oxóssi como o Grande Guardião do Mistério dos Caboclos.

Sua Oferenda - A morada de caboclo é na mata onde recebem suas oferendas, gostam de todas as frutas, principalmente o milho, o vinho tinto que para eles representa o sangue de Cristo, gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel.

Sua Vela é verde, mas não esqueçam que Eles têm seus Orixás Regentes, por isso se for um Caboclo de Ogum suas velas serão verde e vermelha, se for uma Cabocla de Oxum sua velas serão verde e rosa e assim por diante.

Formas de incorporação e a especialidade dos caboclos

CABOCLOS DE OXUM: Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou qua­se simultâneo ao coração. Trabalham na ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Especialistas em passes de dispersão e energização. Aconselham muito. Tendem a dar consultas que façam pensar.

CABOCLOS DE OGUM: Sua incorporação é mais rápida e mais compac­ta­da ao chão, não rodam. Dão consultas diretas, trabalham muito com abertura de caminhos. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física e ânimo.

CABOCLOS DE YEMANJÁ: Incorporam de forma suave, porém mais rá­pidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para anular demandas realizadas no mar. Seus passes aplicam-se à limpeza espiritual.

CABOCLOS DE XANGÔ São guias de incorporação rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham de forma justa, com poucas palavras e muita sabedoria. Dão também muito passe de dispersão.

CABOCLOS DE NANÃ Assim co­mo os Pretos Velhos de Nanã são raros. Geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como ter resignação. Durante os passes encaminham os eguns que estão próximos. Sua incorporação é contida, pouco dançam.

CABOCLOS DE YANSÃ São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, mui­tas a vezes pegam o médium e o consulente de surpresa. Dão excentes passes de dispersão (descarrego) encaminhando eguns.

CABOCLOS DE OXALÁ Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passes de energização. São “compactados” ao incorporar e se mantém fixos num ponto do terreiro sem deslocar-se muito.

CABOCLOS DE OXÓSSI São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Tem grande conhecimento sobre a utilização e aplicação de ervas para banhos e defumadores. Esses caboclos ge­ralmente são chefes de linha.

CABOCLOS DE OBALUAYÊ São raros, pois são espíritos dos antigos “bruxos” das tribos indígenas. Sua incorporação se assemelha a dos Pretos Velhos. Locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco.

Oração a Cabocla Jurema

Juremá, Linda Cabocla de Pena

Rainha da Macaiá, ouve o meu Clamor.

Jurema me livra dos perigos e das maldades

Ô Cabocla, tu que és Rainha da folha

Nunca me deixe em falta

Que o teu bodoque seja sempre certeiro

Contra os que tentarem me destruir.

Jurema caminha comigo, ô Cabocla

E me ajuda nesta jornada da Terra.

Jurema que a sua força,

junto com vosso Pai

Caboclo Tupinambá

Me acompanhe hoje e sempre

Em nome de Zambi,

Salve a Cabocla Jurema!

Fonte:Umbanda Carismatica

Endereço da Casa Espirita de Oxossi

A casa espirita de Oxóssi fica em São Bernardo do Campo – Sp, no bairro do Rudge Ramos, rua: Dr Fausto Ribeiro de Carvalho nº436 .

CLIQUE AQUI  e gere um mapa , basta clicar em Como Chegar e colocar o endereço de sua casa, o mapa aparecera.

Aqui estão disponibilizados os Links para o acesso a Casa Espirita de Oxóssi.

Acesso pela Avenida Vergueiro para quem vem do centro de São Bernardo do Campo.

Acesso pela Avenida Caminho do Mar para quem pega a Anchieta sentido centro de São Paulo.

Acesso para quem vem do centro de São Paulo pela Anchieta, segue abaixo.

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